
Psicólogo do DF é Reconhecido por Apoio a Estudantes LGBT
Iniciativa de acolhimento e saúde mental para estudantes LGBTQIA+ é premiada em evento nacional, destacando a importância da inclusão nas escolas.
André Amendoeira/SEEDF
A rede pública de ensino do Distrito Federal recebeu um importante reconhecimento nacional ao participar da etapa final da terceira edição do Prêmio Educador Transformador, realizada no início deste mês em São Paulo. O psicólogo Vinicius Mota, atuando no Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit), destacou-se na categoria Inclusão e Sustentabilidade na Educação com um projeto voltado para o acolhimento e promoção da saúde mental de estudantes LGBTQIA+.
Essa premiação, promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e instituições parceiras, visa valorizar iniciativas inovadoras que têm impacto social e contribuem para a educação no Brasil.
O projeto de Vinicius, intitulado “Educação que Acolhe e TRANSforma”, foi moldado a partir de experiências no cotidiano das escolas da rede pública do DF. A proposta busca criar ambientes seguros e acolhedores para estudantes LGBTQIA+, com foco especial em estudantes trans.
Na competição, 6.639 educadores de todo o país participaram, sendo 235 do Distrito Federal. Vinicius se destacou ao conquistar o primeiro lugar na etapa distrital, representando a rede pública da Secretaria de Educação (SEEDF). "O projeto passou por revisões e reestruturações até se transformar na proposta de um observatório focado na saúde mental de estudantes LGBTQIA+", compartilha o psicólogo.
A ideia surgiu quando Vinicius percebeu os desafios enfrentados por estudantes trans nas escolas e dedicou-se a estudar mais sobre os direitos da população LGBTQIA+ e as barreiras existentes nas instituições de ensino. O observatório proposto incluirá sessões de bate-papo, espaços de acolhimento coletivo e atividades voltadas ao autocuidado.
"O principal objetivo é fortalecer o protagonismo dos estudantes LGBTQIA+, especialmente dos estudantes trans, e construir uma rede de apoio onde eles possam cuidar de si mesmos, compartilhar experiências e expressar suas demandas", detalha Vinicius. Essa proposta também amplia o debate sobre saúde mental, convivência e diversidade no ambiente escolar da rede pública, um passo significativo em direção a um espaço mais inclusivo e acolhedor.


