Protestos na França após assassinato de menina de 11 anos
Indignação pública cresce após revelações sobre histórico criminal do suspeito, levantando questões sobre a proteção infantil.
A França vive um momento de profunda consternação após o trágico assassinato de Lyhanna, uma menina de apenas 11 anos. O principal suspeito, Jérome B, já apresentava um histórico de comportamentos suspeitos. A criança havia desaparecido na região de Gers há uma semana, e seu corpo foi encontrado em uma propriedade rural. Jérome, que é pai de um amigo da vítima, foi preso após testemunhas relatarem que viram Lyhanna dentro de seu carro.
O caso rapidamente ganhou contornos políticos, especialmente quando surgiram detalhes sobre o passado criminal de Jérome. Ele já havia sido mencionado em quatro investigações envolvendo meninas, incluindo uma acusação séria de estupro.
O ponto aqui é que, mesmo com evidências médicas em mãos, ele não foi interrogado pela polícia durante um longo período de nove meses. Essa lentidão do sistema judiciário francês e a inação diante dos alertas sobre Jérome B provocaram uma onda de indignação pública.
Políticos começaram a exigir reformas urgentes no sistema, e o presidente Emmanuel Macron reconheceu as falhas na condução do caso. O ministro da Justiça também expressou sua preocupação com a situação.
Na prática, o primeiro-ministro solicitou um relatório detalhado sobre os eventos em um prazo de 15 dias. É um momento crítico, que levanta questões importantes sobre a segurança e proteção das crianças no país.
Atualizado há menos de 1 hora
Centenas de pessoas se reuniram em frente a tribunais em mais de 150 cidades e vilas, expressando sua indignação contra o sistema judicial francês. Virginie Bordeaux, ativista de uma associação de defesa dos direitos das crianças, destacou que não é apenas um tribunal ou um juiz que falhou, mas todo o sistema que precisa ser repensado. Além disso, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, apresentou um pedido de desculpas público à família de Lyhanna e instruiu os procuradores a rever todas as queixas pendentes envolvendo vítimas menores até 14 de julho, totalizando cerca de 70 mil casos.


