Protestos da Geração Z na Alemanha: Mobilizações em Destaque
Milhares de jovens se uniram em manifestações na Alemanha, exigindo melhorias na educação e redução do custo de vida, em meio a uma onda de protestos na Europa.
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Milhares de pessoas em diversas cidades da Alemanha se reuniram em manifestações neste sábado, 30 de outubro de 2026. Este movimento, liderado pela Geração Z e inspirado por protestos em outras partes da Europa, tomou as ruas para reivindicar melhorias na educação e a redução do custo de vida.
Esses protestos fazem parte de uma onda maior de mobilizações da Geração Z em todo o continente ao longo deste ano. Na Sérvia, por exemplo, estudantes conseguiram, através do ativismo, derrubar um líder que estava no poder há muito tempo. Enquanto isso, na França, as manifestações resultaram em tumultos e saques.
Na Alemanha, os protestos foram organizados pelo grupo Gen Z regelt, que, em tradução livre, significa "Geração Z assume o comando". As manifestações estão programadas para acontecer em 34 cidades, incluindo grandes centros como Berlim, Frankfurt e Munique.
O grupo se opõe ao serviço militar obrigatório e clama por um maior investimento em educação, já que muitos jovens enfrentam sérias dificuldades devido ao aumento do custo de vida. No entanto, os números oficiais divulgados na tarde deste sábado mostraram que a participação ficou abaixo das expectativas. Enquanto os organizadores esperavam cerca de 182 mil pessoas, a polícia reportou apenas 6 mil manifestantes em Frankfurt, Munique e Berlim, comparado aos aproximadamente 36 mil que os organizadores haviam indicado.
As autoridades alemãs expressaram esperança de que as manifestações de hoje, que coincidem com as celebrações do Halloween, ocorram de forma pacífica. No entanto, elas também alertaram sobre tentativas de grupos extremistas que poderiam tentar explorar a situação. De acordo com o Ministério Federal do Interior, alguns segmentos da cena extremista da Alemanha, bem como grupos vinculados a movimentos estrangeiros, estão buscando mobilizar apoio.
Roman Poseck, o ministro do Interior do estado de Hesse, comentou: “Todos nós temos aquelas imagens da França em mente: saques, casas em chamas, veículos da polícia incendiados e ataques a policiais. A França não deve ser vista como um modelo a seguir nesse sentido.”
Diante das manifestações, várias empresas em diversas cidades alemãs optaram por proteger suas janelas com tábuas e planejaram fechar mais cedo, especialmente em áreas como a luxuosa avenida Kurfürstendamm, em Berlim, por causa de preocupações com possíveis distúrbios.
Enquanto isso, a França se prepara para mais um sábado de protestos. Na Itália, na sexta-feira, dia 30, houve confrontos entre manifestantes e a polícia. O Conselho de Estado francês proibiu um percurso de manifestação que os sindicatos pretendiam realizar no centro de Paris, após um pedido do Governo, que alegou riscos de graves perturbações à ordem pública. A correspondente da RTP, Rosário Salgueiro, destacou que o risco de violência é considerado bastante elevado na França. Na Itália, em Turim, a polícia de choque impediu o avanço dos manifestantes, utilizando canhões de água para dispersar a multidão. Roma também enfrentou momentos de tensão, quando um pequeno grupo de manifestantes se separou da marcha principal, queimando contêineres de lixo e atirando garrafas contra os policiais.


