Prepare sua colinha para votar: anote antes de ir à urna

Prepare sua colinha para votar: anote antes de ir à urna

Entenda a importância de levar uma colinha para garantir seu voto correto nas eleições e evitar anulações indesejadas.

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© Joédson Alves/Agência Brasil

Já imaginou passar semanas ou até meses decidindo em quem confiar seu voto para governar seu estado ou país? Você ouve as propostas, pondera o histórico dos candidatos e, finalmente, chega a uma conclusão. Mas, ao se deparar com a urna, acaba não lembrando qual número digitar?

A tecnologia das urnas eletrônicas realmente transformou a maneira como votamos e como os votos são contados no Brasil. Contudo, nem toda inovação tecnológica substitui a simplicidade de um papel com os números anotados à mão.

A boa notícia é que a legislação permite ao eleitor levar uma "colinha" para a urna, garantindo assim a precisão do voto. Por outro lado, é importante lembrar que o celular deve ser entregue aos mesários antes de entrar na cabine de votação.

Essa regra se aplica a qualquer dispositivo que possa fotografar, gravar ou transmitir imagens. O intuito é proteger o sigilo do voto e evitar fraudes ou tentativas de comprovação da escolha na urna.

Caso alguém se recuse a entregar o aparelho, pode ser impedido de votar naquele momento, e essa situação será registrada pela mesa responsável pela votação. Portanto, não esqueça de levar um documento de identificação com foto.

Embora o título de eleitor não seja estritamente obrigatório para votar, ele facilita muito o processo, pois indica a zona e a seção eleitoral. Uma alternativa prática é baixar o e-título, o aplicativo da Justiça Eleitoral que traz a versão digital do título de eleitor.

O e-título também contém as informações sobre sua zona e seção de votação. E uma dica importante: confira seu local de votação no dia anterior.

Neste primeiro turno das eleições deste ano, a famosa colinha fez falta para muitos eleitores.

A atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão, do PP, poderia já estar se preparando para o próximo mandato. No entanto, devido a milhares de eleitores que se confundiram com seu número e acabaram anulando seus votos, ela ainda está na disputa do segundo turno com Leandro Grass, do PT.

No dia 4 de outubro, 26 mil eleitores no DF digitavam 22, que é o número do PL, partido de Flávio Bolsonaro. Como não havia candidato do PL na corrida pelo governo distrital, esses votos foram anulados. O número da candidata do PP é 11.

Em outra parte do país, no Rio de Janeiro, Eduardo Paes contava com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não pertence ao mesmo partido. Dados das urnas revelaram que cerca de 204 mil eleitores pressionaram o número 13, acreditando estar votando em Paes. No entanto, eles deveriam ter digitado o número 55. Sem um candidato do PT na disputa pelo Palácio da Guanabara, esses votos também foram anulados, e Douglas Ruas, do PL, saiu vitorioso no primeiro turno.

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