
Preocupação com Falta de Policiamento em SP Aumenta, Diz Datafolha
Pesquisa recente do Datafolha revela que 20% dos paulistas veem a escassez de policiais como principal problema de segurança pública em 2026.
Edson Lopes Jr./SECOM
A sensação de escassez de policiais nas ruas persiste como a principal preocupação dos moradores do Estado de São Paulo em relação à segurança pública. Uma pesquisa do Datafolha, divulgada na quarta-feira, 8 de julho de 2026, revela que 20% da população considera a falta de efetivo policial o maior problema na área. Embora esse índice tenha diminuído em relação a 2022, quando chegou a 24%, a questão ainda se destaca em comparação a outros assuntos, como assaltos e tráfico de drogas.
O levantamento ouviu 1.608 pessoas com 16 anos ou mais em 71 municípios do estado, com uma margem de erro de dois pontos percentuais. Em segundo lugar, 11% dos entrevistados mencionaram os assaltos, um aumento de três pontos em comparação à pesquisa anterior. O tráfico de drogas aparece logo em seguida, citado por 8% dos paulistas, o que representa o dobro do que foi registrado em 2022.
Outros problemas destacados pelos moradores incluem insegurança geral (7%), impunidade e ineficácia das leis (6%), atuação de facções criminosas e crime organizado (4%) e despreparo das forças policiais (4%). A percepção de falta de policiamento é compartilhada entre diferentes segmentos da população. Entre os eleitores do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), 19% consideram essa questão como o principal problema na segurança pública, enquanto entre os eleitores do ex-governador Fernando Haddad (PT), esse número sobe para 25%.
A preocupação varia conforme a idade e a região do estado. Entre pessoas de 35 a 44 anos, 24% consideram a falta de policiamento o principal desafio, enquanto entre os jovens de 16 a 24 anos, esse percentual é de 14%. Na capital e na Região Metropolitana de São Paulo, a queixa é ainda mais frequente: 24% dos moradores apontam a escassez de policiais como o principal problema, em comparação a 17% no interior.
Essa percepção coincide com a realidade de que o efetivo da Polícia Militar é menor do que há 25 anos. Dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) mostram que, em maio de 2026, a corporação contava com 79.603 policiais ativos, enquanto em 2001 eram 84.404. O maior contingente, segundo a série histórica, foi registrado em 2006, com mais de 90 mil policiais militares.
Embora a falta de policiamento continue sendo a principal preocupação, a pesquisa também aponta uma diminuição no medo da violência. O percentual de paulistas que afirmam sentir muito medo de serem vítimas de assalto caiu de 57% em 2022 para 47% em 2026. Além disso, o receio de assaltos em semáforos, sequestros, balas perdidas e invasões a residências também apresentou redução.
Essa queda na sensação de insegurança parece acompanhar os indicadores criminais do estado. Segundo a SSP, São Paulo registrou 970 homicídios entre janeiro e maio de 2026, uma marca histórica: pela primeira vez desde 2001, o número de assassinatos ficou abaixo de mil nos cinco primeiros meses do ano. O balanço mais recente da secretaria também revela que a maioria dos indicadores criminais mostra uma tendência de redução.
