Preços da Gasolina Disparam no Dia do Trabalho nos EUA
Com a escalada dos custos energéticos, norte-americanos enfrentam preços recordes de gasolina neste Dia do Trabalho, impactando a economia e as eleições.
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05/09/2026, 14h15 – Atualizado em 05/09/2026, 14h15
Os preços da gasolina nos Estados Unidos estão em alta, pressionados pela situação no Oriente Médio, e os motoristas se deparam com valores recordes neste fim de semana do Dia do Trabalho. Esse aumento ocorre em meio ao aquecimento das campanhas eleitorais para as eleições legislativas de meio de mandato.
De acordo com o analista da GasBuddy, Patrick De Haan, o preço médio nacional da gasolina pode atingir US$ 4,03 no Dia do Trabalho, que será celebrado na próxima segunda-feira. Esse valor supera o recorde anterior de US$ 3,83 por galão, estabelecido em 2012. "Embora a gasolina não esteja em níveis recordes históricos, ela atinge o patamar mais alto já registrado nesta época do ano. Isso significa que, pela primeira vez, os norte-americanos poderão ver um preço médio nacional acima de US$ 4 por galão no Dia do Trabalho", comentou De Haan em seu blog.
Na última quinta-feira, o preço médio da gasolina estava em torno de US$ 4,13 por galão, representando um aumento de quase um dólar em relação à média do ano passado, segundo a GasBuddy. Para muitos consumidores, a marca de US$ 4 por galão é uma barreira significativa.
Os preços elevados da gasolina têm sido uma preocupação constante para o presidente Donald Trump e o Partido Republicano. Trump prometeu trabalhar para reduzir os custos de energia e, nas últimas semanas, intensificou suas críticas às refinarias e aos varejistas de combustível, acusando-os de se beneficiarem dos preços altos. Em uma declaração no dia 14 de agosto, ele destacou que os norte-americanos deveriam estar dispostos a pagar "um pouquinho a mais" pela gasolina para garantir que o Irã não desenvolvesse armas nucleares.
Os preços nos postos de gasolina estão subindo em paralelo com os do petróleo bruto, que esta semana ultrapassaram os US$ 90 por barril. Esse aumento é atribuído a novas tensões militares entre os EUA e o Irã, reanimando as preocupações sobre possíveis interrupções no abastecimento global de petróleo.
Além disso, os preços dos destilados, incluindo diesel e óleo para aquecimento, também estão em alta, em parte devido aos ataques em andamento às instalações de refino na Rússia, o que levanta ainda mais inquietações sobre o abastecimento.
É comum que os preços do combustível no varejo e do petróleo bruto sigam a mesma trajetória, uma vez que o custo do petróleo bruto é a principal despesa na produção do combustível.
Com essa situação, motoristas estão reduzindo seu consumo. Randi O’Brien, de 57 anos, expressou sua frustração enquanto abastecia sua caminhonete em um posto da Phillips 66 PSX.N, próximo a Evergreen, no Colorado. "Está completamente fora de controle", desabafou.
O Colorado, juntamente com Utah, Idaho, Montana, Wyoming e Dakota do Norte, tem registrado alguns dos maiores aumentos de preços desde o início da guerra. Atualmente, Califórnia, Havaí e Washington apresentam os preços médios mais altos de gasolina do país.
"Agora, só posso gastar US$ 15 em gasolina", afirmou O’Brien, que dirige cerca de 40 minutos de ida e volta todos os dias.