Preço do Petróleo Brent Ultrapassa US$ 100 Após Ataques na Arábia Saudita
Alta nos preços do petróleo é impulsionada por ataques a navios-tanque e tensões entre EUA e Irã, marcando um momento crítico no mercado energético.

Os preços do petróleo registraram uma alta expressiva nesta quinta-feira, dia 23 de julho de 2026, impulsionados por relatos de ataques a navios-tanque nas proximidades da costa da Arábia Saudita e por novas ameaças dos Estados Unidos ao Irã. Às 10h15, no horário de Brasília, os contratos futuros do petróleo Brent avançaram 6,4%, superando a marca de US$ 100 por barril—o valor mais alto desde 26 de maio. Da mesma forma, os contratos futuros do WTI também mostraram um crescimento, alcançando US$ 91,08 por barril. Essa elevação nos preços reflete um aumento mensal de 35,3% para o Brent, um feito notável, sendo o terceiro maior salto em uma década.
O ataque, que foi reivindicado pelos Houthis do Iémen, teve como alvo navios-tanque da Arábia Saudita. Em resposta, Abbas Araghchi, o ministro de Relações Exteriores do Irã, deixou claro que qualquer apoio a essa agressão seria considerado um alvo legítimo.
As tensões entre os EUA e o Irã se intensificaram após o colapso do cessar-fogo, com Trump emitindo ameaças de retaliação contra o Irã caso novos ataques a navios ocorram no Estreito de Ormuz. O ponto aqui é que a situação continua se deteriorando, e as repercussões podem ser significativas para o mercado e para a segurança na região.
Atualizado há 1 hora
A escalada da guerra no Oriente Médio, com o fechamento do Estreito de Bab el-Manbed pelos Houthis para navios da Arábia Saudita, vem agravando a situação do comércio global de combustíveis, com potencial de repercutir na inflação em todo o mundo. A alta ocorre no momento em que o mercado do petróleo acumula cinco meses de redução da oferta, após o início da agressão dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. As tensões levaram ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transitavam 20% do comércio marítimo de combustíveis. Estima-se que cerca de 10% do comércio marítimo do petróleo passe pelo Estreito de Bab el-Manbed e pelo Mar Vermelho, segundo Agência Internacional de Energia (AIE).