Polícia Federal investiga deputado Cezinha por corrupção
A terceira fase da Operação Transparência mira o deputado Cezinha de Madureira, investigando corrupção e desvio de emendas em São Paulo.
A Polícia Federal (PF) deu início, nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, à terceira fase da Operação Transparência. Essa fase da operação investiga suspeitas relacionadas a corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência que envolvem tribunais superiores.
De acordo com informações que chegaram até a TV Globo, o deputado federal Cezinha de Madureira, do PL de São Paulo, é um dos alvos dessa investigação. A equipe de reportagem tentou contato com o deputado, mas até o momento não obteve retorno.
Vale lembrar que Cezinha de Madureira foi fotografado no dia 8 de outubro de 2025, como mostra a imagem registrada por Bruno Spada, da Câmara dos Deputados.
Nesta ação, os policiais federais estão cumprindo quatro mandados de busca e apreensão que foram expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. As operações estão acontecendo tanto no Distrito Federal quanto em São Paulo.
Essa iniciativa é um desdobramento de uma investigação que começou em dezembro de 2025 e que já levantava suspeitas sobre o desvio de emendas parlamentares.
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Atualizado há menos de 1 hora
O deputado federal Cezinha de Madureira, além de ser alvo da investigação, é conhecido por sua proximidade com o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça. Ele é um influente membro da bancada bolsonarista no meio evangélico e recentemente migrou do PSD para o Partido Liberal. Cezinha é pastor da Assembleia de Deus no Ministério de Madureira e já presidiu a Frente Parlamentar Evangélica na Câmara dos Deputados. Durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele foi um dos principais articuladores para a indicação de Mendonça ao STF e organizou um encontro entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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O deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) também está no centro de uma investigação paralisada no Supremo Tribunal Federal (STF) há mais de um ano. A apuração diz respeito ao desvio de recursos de emendas parlamentares destinados a eventos da Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo. Indícios do desvio foram obtidos por meio de áudios, mensagens e depoimentos, mas o caso está parado no STF desde agosto de 2025. Em 5 de março de 2026, promotores solicitaram informações sobre o andamento do caso, mas não receberam resposta, e recentemente o presidente do STF, ministro Edson Fachin, arquivou o pedido do Gaeco. Investigações apontam que entre 20% a 35% dos recursos eram supostamente devolvidos aos parlamentares.