Polícia Federal Investiga Aumento Abusivo de Preços de Combustíveis
Força-Tarefa para Monitoramento e Fiscalização do Mercado de Combustíveis conta com a participação de Procons estaduais para identificar “práticas irregulares de aumento de preços nas bombas, fixação de valores entre empresas concorrentes para controle de mercado.

Uma operação em conjunto, que reúne a Polícia Federal, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foi desencadeada nesta sexta-feira, dia 27 de março de 2026. O foco é investigar postos de combustíveis em 11 estados e no Distrito Federal que estão sendo suspeitos de aumentos indevidos nos preços do combustível.
Denominada Operação Vem Diesel, essa ação faz parte da Força-Tarefa para Monitoramento e Fiscalização do Mercado de Combustíveis e conta com a colaboração de Procons estaduais. O objetivo é identificar práticas irregulares de aumento de preços nas bombas, além de conluios entre concorrentes para controle de mercado.
A Polícia Federal destaca que as investigações também buscam identificar possíveis condutas abusivas que possam prejudicar os consumidores. Na prática, qualquer irregularidade detectada pelas equipes de fiscalização, que sugira crimes contra a ordem tributária, econômica ou contra as relações de consumo, será encaminhada à PF para apuração detalhada.
Em um balanço divulgado na quinta-feira, dia 26, pelos ministérios da Justiça e de Minas e Energia, foi revelado que, desde o início da operação, em 9 de março, já foram fiscalizados 3.181 postos de gasolina e 236 distribuidoras em todo o Brasil. Além disso, 342 agentes regulados pela ANP também foram alvo de fiscalização, incluindo 78 distribuidoras.
Durante a inspeção nas 78 distribuidoras, a ANP registrou 16 autos de infração por indícios de práticas de preços abusivos. Um dos casos chamou a atenção, pois revelou um aumento de 277% na margem bruta do diesel, conforme relatou a Senacon.
As empresas que estão sendo investigadas e já receberam autuações incluem nomes como Alesat, Ciapetro, Flagler, Ipiranga, Masut, Nexta, Phaenarete, Raízen, Royal Fic, SIM Distribuidora, Stang, TDC e Vibra Energia. Todas elas agora enfrentam um processo administrativo conduzido pela ANP.
A Agência Brasil está aguardando um retorno das empresas sobre essa situação.
