Polêmica da Tecnologia na Copa: Decisões Controversas e Críticas
A Copa do Mundo de 2026 trouxe à tona debates sobre o uso da tecnologia na arbitragem, evidenciando descontentamento entre torcedores e especialistas.
Se Gianni Infantino, presidente da FIFA, acreditava que a tecnologia resolveria as controvérsias em decisões de arbitragem, a Copa do Mundo de 2026 provou que essa ideia estava longe da realidade. O uso da tecnologia gerou uma série de polêmicas, sendo uma das mais notórias o cartão vermelho mostrado a Folarin Balogun, que chegou a chamar a atenção do presidente dos EUA, Donald Trump.
As críticas à tecnologia foram diversas. Algumas vozes apontaram um excesso de intervenção, enquanto outras falaram sobre a inconsistência na aplicação das regras. Além disso, começaram a surgir teorias da conspiração que sugeriam que o VAR estava sendo manipulado para favorecer determinados times ou jogadores.
Um exemplo disso foi o técnico do Egito, Hossam Hassan, que se manifestou após seu time ter um gol anulado pelo VAR. O motivo? Uma falta cometida na outra extremidade do campo. Para piorar a situação, um pedido de pênalti não foi atendido, e o Egito acabou perdendo por 3 a 2 para a Argentina nas oitavas de final.
Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da FIFA, saiu em defesa da decisão de anular o gol egípcio. Ele explicou que não existe um limite claro sobre a distância do gol ou o tempo entre a falta e a anotação.
A introdução do VAR, que inicialmente encontrou resistência, foi rapidamente abraçada por Infantino. Na Copa do Mundo de 2018, houve 20 intervenções do VAR em 64 partidas, e no Catar em 2022, esse número foi inferior a 30. Contudo, o cenário mudou drasticamente na edição de 2026, onde essas intervenções foram superadas logo nas fases iniciais do torneio.
Brennan Klein, especialista em ciência de redes, destacou que a ideia de um “panóptico” de câmeras e inteligência artificial arbitrando as partidas em tempo real parece cada vez mais distante.
Na prática, os torcedores já demonstraram seu descontentamento com o excesso de intervenções, expressando sua insatisfação através de vaias nos estádios. O ponto aqui é que, apesar das boas intenções por trás da tecnologia, a realidade nos campos de jogo mostra que os fãs têm seus limites.


