PGR Solicita Remoção de Sigilo em Investigação do Caso Master
A Procuradoria-Geral da República pede a quebra de sigilo em nova frente do caso Master, ampliando a transparência das investigações sobre Daniel Vorcaro.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (14) solicitando a retirada do sigilo em mais uma frente de investigação relacionada ao caso Master. Essa nova investigação foca na rede de pagamentos associada a Daniel Vorcaro e à instituição financeira que já não existe mais. O STF já havia tornado públicos 53 procedimentos de apuração ligados a este caso, e a retirada do sigilo foi finalizada após um pedido do presidente da Corte, o ministro Edson Fachin.
A manifestação da PGR é uma resposta ao pedido do ministro Alexandre de Moraes, que requisitou a quebra de sigilo dos inquéritos antes do julgamento marcado para esta terça-feira (15), onde será discutida a relação dele com o banqueiro. O pedido foi encaminhado a Fachin, que é responsável por conduzir o caso, e enviou a solicitação para análise da PGR, que defendeu a retirada do sigilo.
Agora, a decisão final sobre tornar essa parte da investigação pública cabe a Fachin. A manifestação da PGR foi assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateabriand Filho, que explicou que a Procuradoria não havia se manifestado a favor da retirada do sigilo anteriormente, pois não tinha conhecimento da existência do documento. A PGR tem apoiado todos os pedidos de quebra de sigilo até aqui.
Durante uma sessão plenária do STF, ocorrida em 17 de outubro de 2024, os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça debateram sobre a questão. Nesta terça-feira (15), está previsto o julgamento no STF das mensagens reveladas pela Polícia Federal (PF), que envolvem Moraes e Daniel Vorcaro, o proprietário do extinto Master. Na semana passada, Fachin convocou uma sessão para discutir o relatório da PF, que indicou uma suposta relação entre o ministro e o ex-banqueiro preso. Esse material foi produzido sob a determinação de André Mendonça e gerou uma crise sem precedentes no Supremo, em função das investigações do caso Master.
A PGR já se manifestou no Supremo a favor do arquivamento do relatório produzido por Mendonça, alegando que sua elaboração foi irregular, pois o ministro não informou previamente à Presidência, não submeteu ao plenário e teve suposto direcionamento. Um vício na origem do relatório poderia impedir que os ministros discutissem se as mensagens justificavam a abertura de uma nova investigação ou se seria necessário ter acesso às mensagens de Moraes em resposta a Vorcaro para que a apuração fosse iniciada.
Durante as investigações, a PF encontrou 52 mensagens trocadas entre 21 de dezembro de 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez. O relatório da PF continua a ser um ponto central nas discussões que se seguem.
Atualizado há 1 hora
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a revogação da prisão preventiva do dono do antigo banco Master, que é investigado por corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias. No pedido, a defesa argumenta que as investigações do caso Master foram paralisadas devido ao pedido de vista do ministro Flávio Dino na sessão plenária da última terça-feira (15), quando os ministros deveriam ter analisado a eventual abertura de investigação contra o também ministro Alexandre de Moraes. Com a vista, os processos relativos à Operação Compliance Zero, que investiga Vorcaro, ficaram paralisados no gabinete de Fachin, para onde foram enviados pelo relator André Mendonça em meio a uma crise institucional em torno do caso. Os advogados de Vorcaro sustentam que seu cliente não pode ficar preso indefinidamente, enquanto o Supremo vive um impasse em torno da própria relatoria do caso Master. Eles destacaram ainda que o ex-banqueiro está preso há mais de 90 dias sem que o Supremo analise um recurso pela soltura. “Na sessão plenária de 15 de setembro de 2026, a própria definição da relatoria e da competência para a condução dos procedimentos correlatos foi objeto de questão de ordem, cujo julgamento foi suspenso por pedido de vista”, diz a petição da defesa.