
PGR pede agilidade ao STF em delação de R$ 20 bilhões
Análise do acordo de delação de João Carlos Mansur é crucial para localizar R$ 20 bilhões de Daniel Vorcaro e evitar perdas.
Reprodução Redes Sociais
27/10/2026 10h37
Atualizado há 22 minutos
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que a análise do acordo de delação premiada de João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag Investimentos, receba prioridade. Mansur comprometeu-se a colaborar com as investigações para localizar cerca de R$ 20 bilhões atribuídos a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O pedido foi enviado à Corte na última segunda-feira (26), motivado pelo receio de que os ativos possam ser perdidos ou desvalorizados se não forem identificados rapidamente. A PGR alertou que a lentidão na homologação do acordo pode prejudicar a recuperação de recursos destinados a reparar os danos das fraudes investigadas.
O empresário firmou o acordo com a Procuradoria no final de agosto, e a documentação necessária foi apresentada ao STF em setembro. Desde então, a colaboração ainda aguarda a homologação judicial.
Além disso, o presidente se reuniu com os ministros da Fazenda e do Planejamento, em meio a uma forte reação dos mercados. É importante notar que o apelo do senador não encontrou respaldo entre os partidos do centro, que rapidamente parabenizaram Lula após sua vitória.
O acordo inclui detalhes sobre movimentações financeiras e a operação de fundos de investimento que, conforme investigado, teriam sido utilizados para esconder recursos e beneficiar membros do esquema ligado ao Banco Master.
Para que os termos do acordo tenham validade, é essencial que a colaboração seja homologada judicialmente. Nesse processo, o magistrado avalia a regularidade formal do documento, a legalidade das condições acordadas e a espontaneidade do colaborador. Vale ressaltar que a homologação não implica que as alegações do delator tenham sido comprovadas; a confirmação das informações depende de investigações adicionais e de outros elementos de prova.
Com a solicitação de urgência, a PGR busca acelerar essa análise, permitindo assim o avanço das investigações relacionadas aos bens. Até o momento, não há confirmação de que os R$ 20 bilhões mencionados tenham sido efetivamente localizados ou recuperados.