PF Investiga Ataque à Vereadora de Montes Claros em MG
A Polícia Federal inicia investigação sobre o ataque à vereadora Iara Pimentel, destacando a gravidade das agressões políticas nas eleições de 2026.
© X/Cláudio Castro
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, anunciou neste domingo, dia 25, que a instituição irá investigar o ataque sofrido pela vereadora de Montes Claros (MG), Iara Pimentel, do PT. Segundo Rodrigues, a parlamentar se dirigiu à delegacia da PF na manhã de hoje para registrar o ocorrido.
“Nossa delegacia foi procurada hoje pela vítima, que foi ouvida e relatou o episódio”, comentou Rodrigues em uma coletiva de imprensa.
Ele explicou que existem imagens do momento em que a vereadora foi atingida por um objeto lançado contra o carro de som em que ela estava, durante um ato político em apoio à candidatura do também petista Luiz Inácio Lula da Silva.
Rodrigues classificou a agressão, que feriu Iara no rosto, como uma das ocorrências “mais graves” registradas neste segundo turno das eleições gerais.
Testemunhas relataram que o carro de som, onde Iara e outras pessoas estavam, foi alvo de garrafas, tijolos e diversos objetos que foram arremessados por apoiadores de seus adversários políticos.
Após ser atingida, Iara recebeu atendimento de uma ambulância do Samu e deixou o local com o rosto ensanguentado. Já no hospital, passou por exames, foi medicada e permaneceu em observação por algumas horas até receber alta.
Em suas redes sociais, a vereadora se manifestou sobre as violências política e de gênero, além do ódio e da intolerância, que ela considera ameaças à democracia.
“Não podemos naturalizar nem aceitar esses ataques”, enfatizou Iara, que também pediu uma investigação rigorosa e a responsabilização dos envolvidos.
Um balanço preliminar do Ministério da Justiça e Segurança Pública, divulgado até as 19 horas de hoje, apontou 618 ocorrências relacionadas às eleições.
No total, pelo menos 57 pessoas foram presas em flagrante e 152 foram conduzidas. A operação ainda resultou na apreensão de R$ 1.897 em dinheiro, nove veículos e uma arma de fogo.
As ocorrências mais frequentes incluíram boca de urna (13,3%), propaganda eleitoral irregular (11,3%), crimes eleitorais diversos (7,6%), desordem (7,4%) e desobediência às ordens da Justiça Eleitoral (6,6%).
Minas Gerais se destacou como o estado com o maior número de ocorrências eleitorais, somando 91 casos, seguido pelo Rio Grande do Sul com 59, Goiás com 48 e Mato Grosso com 42.