Petrobras bate recorde de produção e exportações em 2025
China manteve a posição de principal destino do petróleo brasileiro.
A Petrobras fechou o ano de 2025 com um marco impressionante: a maior produção de petróleo e gás da sua história, alcançando quase 3 milhões de barris por dia. Esse crescimento foi impulsionado pelo avanço do pré-sal e pela entrada de novas plataformas. Além disso, o desempenho recorde levou a um aumento significativo nas exportações, atingindo o maior volume anual já registrado pela estatal.
De acordo com informações divulgadas nesta terça-feira, dia 10, a empresa não apenas superou suas metas de produção, mas também renovou suas reservas, mesmo enfrentando dificuldades, como paradas programadas para manutenção e o declínio natural de campos maduros.
Vamos aos principais números de produção em 2025:
A Petrobras destacou que a leve queda no quarto trimestre, em comparação ao trimestre anterior, foi principalmente devido às manutenções nas plataformas da Bacia de Campos, como Marlim e Voador. Contudo, esse impacto foi parcialmente compensado pelo aumento da capacidade das unidades Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSO) Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias, localizadas na Bacia de Santos.
A Almirante Tamandaré, a maior plataforma já instalada no Brasil, tem uma produção média de cerca de 240 mil barris por dia. Além disso, a nova plataforma P-79, que chegou ao campo de Búzios esta semana, deve adicionar mais 180 mil barris diários à capacidade da estatal.
Apesar desses números impressionantes, a companhia também celebrou o melhor desempenho em uma década na reposição de reservas. O aumento na produção impactou diretamente as vendas externas de petróleo, consolidando 2025 como um ano histórico para a Petrobras e para a balança comercial do Brasil.
A China manteve sua posição como o principal destino do petróleo brasileiro. No quarto trimestre, a Índia começou a competir com a Europa pela segunda posição, representando 12% do volume exportado, enquanto os países europeus ficaram com 13%.
Em um comunicado, a Petrobras ressaltou que esses recordes são frutos de ganhos em eficiência operacional, otimização logística e diversificação da sua carteira de clientes no mercado internacional.