Pedro Sánchez Denuncia Uso de Fome e Crise Alimentar Global
Em discurso na FAO, o primeiro-ministro espanhol critica táticas de fome e defende ajuda humanitária em Gaza e outras regiões afetadas.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, fez um alerta importante: os ataques aos sistemas alimentares estão colocando em risco a 'prosperidade mundial'. Durante sua visita à sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, ele fez um apelo emocionante pelo 'fim definitivo da violência'.
Na prática, sua participação em uma reunião sobre o potencial impacto de um bloqueio no estreito de Ormuz na segurança alimentar e na nutrição trouxe à tona questões urgentes. Sánchez não hesitou em condenar o tratamento reservado por Israel aos ativistas da Flotilha Global Sumud, que foram detidos enquanto tentavam levar ajuda a Gaza. Ele também denunciou a atual situação em Gaza, acusando Israel de usar a fome como uma arma na guerra.
O chefe do governo destacou ainda a criação de um centro logístico do Programa Mundial de Alimentos em Las Palmas de Gran Canaria. Esse centro é fundamental para todas as operações de ajuda na África Ocidental e no Sahel. Além disso, ele mencionou a copresidência da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, em parceria com o Brasil, como um passo importante nessa luta.
Sánchez ressaltou que, no ano passado, a Espanha aumentou em 13% sua contribuição para a ajuda ao desenvolvimento, totalizando 320 milhões de euros destinados a projetos de segurança alimentar nos últimos dois anos. Esses esforços estão sendo feitos em colaboração com a Cruz Vermelha e a Unicef em regiões como a Palestina, o Líbano, o Mali, a Venezuela e o Haiti.
Ele enfatizou a necessidade de que as sociedades em todo o mundo não apenas rejeitem guerras, mas também se levantem contra a fome. O ponto aqui é que essas 'guerras injustas e ilegais' estão levando a crises alimentares globais sem precedentes. Por fim, Sánchez manifestou apoio à candidatura de seu ministro da Agricultura, Luis Planas, para liderar a FAO, considerando-o um candidato forte, mesmo diante da resistência do governo italiano, que apoia Maurizio Martina para o cargo.