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Participação da União no Pré-Sal: Queda em Agosto, Alta Anual
Análise dos dados de produção de petróleo e gás no pré-sal em agosto de 2026 revela tendências significativas e comparações anuais.
Reprodução Redes Sociais
📅 Data e Hora Atual: 19 de outubro de 2026, 14:03:01
Hoje, às 17h, será publicado um novo post sobre o desempenho da produção de petróleo no pré-sal em agosto. Vamos dar uma olhada nos números.
A participação da União no pré-sal em agosto foi de 313 mil barris por dia, uma queda de 4,57% em relação aos 328 mil barris/dia registrados em julho. Contudo, comparando com agosto de 2025, houve um aumento expressivo de 86,31%, conforme o relatório mensal da Pré-Sal Petróleo (PPSA).
A PPSA, responsável pelos contratos de partilha de produção, informou que a contribuição da União foi calculada em nove contratos e quatro acordos de individualização da produção (AIP), abrangendo jazidas que ultrapassam os limites dos campos do pré-sal.
Considerando a produção total média de petróleo nos campos do pré-sal, o número é de 1,9 milhão de barris/dia, refletindo um aumento de 3,36% em relação a julho, impulsionado pela entrada de um novo poço no campo de Bacalhau e o retorno da plataforma P-71, que passou por manutenção no campo de Itapu. Em termos anuais, isso representa uma alta de 28,63%.
Além disso, a PPSA revelou que desde 2017, a produção acumulada sob o regime de partilha de produção alcançou 1,93 bilhão de barris, com o campo de Búzios responsável por 47,5% desse total. A parcela acumulada da União desde 2017 é de 167,22 milhões de barris, com o campo de Mero contribuindo com 72,46% desse volume.
Em relação ao gás natural, em agosto, a parcela da União nos contratos de partilha foi de 627 mil metros cúbicos por dia (m³/dia), um aumento de 10,19% em comparação a julho. Essa informação, também da PPSA, é baseada em cinco contratos de partilha e AIPs dos campos de Tupi e Jubarte. Contudo, em comparação com agosto de 2025, houve uma queda de 3,83%.
A média total da parcela de gás natural disponível para exportação da União foi de 430 mil m³/dia, um aumento de 5% em relação ao mês anterior, impulsionado pelo desempenho dos campos de Búzios e Sépia.
É importante lembrar que, no modelo de contrato de partilha de produção, o Estado brasileiro é o proprietário do petróleo e gás natural extraídos das áreas do pré-sal, enquanto as empresas de petróleo atuam como operadoras. A PPSA gerencia esses contratos, e dentro desse modelo, também há uma licitação para áreas de petróleo e gás. A empresa vencedora tem direito a uma parte da produção, suficiente para cobrir seus custos.
A outra parte, conhecida como excedente em óleo ou óleo-lucro, é dividida entre a União e a empresa. Assim, nas licitações passadas e no atual modelo, denominado oferta permanente de partilha (OPP), as petroleiras competem pelos blocos disponíveis, sendo o critério de sucesso a oferta do excedente em óleo à União.
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