
Parlamento Europeu se opõe a Orbán: Eleições Húngaras Decisivas
A grande maioria dos legisladores europeus espera ver Orbán cair nas próximas eleições húngaras, consideradas um momento decisivo para Bruxelas. Mesmo os legisladores de esquerda estão a torcer pelo rival de Orbán, Péter Magyar, numa votação decisiva para o futuro da Europa.
Reprodução Redes Sociais
Com as eleições na Hungria se aproximando, a agitação política intensifica-se em Bruxelas. A Comissão Europeia mantém uma postura reservada, mas os legisladores europeus estão cada vez mais vocalizados. A Euronews reporta que mais de três quartos dos deputados se opõem ao primeiro-ministro Viktor Orbán, apoiando o líder da oposição, Péter Magyar.
Andrey Kovatchev, membro do Partido Popular Europeu, afirma que 'esta votação é absolutamente decisiva'. Ele ressalta que 'o grupo apoia totalmente o Tisza [partido de Magyar]', mesmo diante de tensões recentes como o acordo comercial UE-Mercosul. Para Kovatchev, 'derrubar Orbán é crucial para o futuro da UE'.
Análises do grupo de reflexão EU Matrix revelam que a Hungria frequentemente contraria decisões de outros Estados-membros, o que explica o desejo em Bruxelas por um governo mais conciliador. Legisladores acreditam que a derrota de Orbán poderia aliviar um dos desafios internos mais persistentes da Europa.
Recentes revelações sobre contatos do ministro húngaro com Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, reforçam preocupações sobre a postura de Orbán. Daniel Freund, eurodeputado alemão, observa: 'Orbán tem agido como o homem de Putin na UE', e suas manobras políticas estão minando a segurança europeia.
Uma derrota do Fidesz seria uma vitória para a maioria dos eurodeputados que criticam o governo húngaro por corrupção, erosão do Estado de direito e repressão à liberdade de imprensa. O Parlamento já instaurou o procedimento do artigo 7.º contra a Hungria, que pode resultar na suspensão do direito de voto do país na UE.
Nesta legislatura, um relatório foi aprovado, criticando a interferência judicial, corrupção e ataques à sociedade civil. Tineke Strik, eurodeputada holandesa, afirma que a queda de Orbán indicaria que os eleitores desejam restaurar o Estado de direito na Hungria. "Isso só pode ser alcançado com a sua derrota", conclui Strik.
A oposição ao governo de Orbán no Parlamento reflete um amplo apoio a Péter Magyar. Valérie Hayer, presidente do grupo Renew Europe, destaca que as próximas eleições são um momento de virada para o retorno a uma democracia livre e pluralista, uma perspectiva compartilhada por muitos no hemiciclo, que vêem as eleições húngaras como uma oportunidade crucial.


