
Papa Leão Critica Direitos Humanos na Guiné Equatorial
Durante sua turnê pela África, Papa Leão denuncia condições desumanas em prisões da Guiné Equatorial e clama por dignidade e liberdade.
The Pope led a Mass in Equatorial Guinea, where the majority of the population is Catholic
O Papa Leão fez duras críticas ao tratamento dos prisioneiros na Guiné Equatorial, pouco antes de visitar uma prisão famosa por suas condições precárias. Durante uma missa que reuniu cerca de 100.000 pessoas, ele se dirigiu à nação africana, incluindo o presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, que, vale lembrar, é o chefe de Estado em exercício mais longevo do mundo.
O Papa não hesitou em expressar sua preocupação com os mais necessitados e os prisioneiros, que muitas vezes enfrentam condições de higiene e sanitárias alarmantes. A Guiné Equatorial, apesar de sua riqueza em petróleo, carrega um histórico preocupante em relação aos direitos humanos e à desigualdade de renda.
Visita à Prisão e Críticas ao Governo
Durante sua estadia, ele tem uma visita programada para uma prisão infame localizada na capital econômica, Bata. A Anistia Internacional já relatou que, nesse local, os detentos frequentemente são submetidos a espancamentos como forma de punição. O ponto aqui é que o Papa fez um apelo aos equatoguineanos: que sirvam ao bem comum e utilizem os recursos do país para melhorar a vida de todos, não apenas de uma elite privilegiada.
Ele ressaltou que o futuro da Guiné Equatorial depende das escolhas que o povo fizer. O governo de Obiang é frequentemente acusado de corrupção e desvio de receitas do petróleo, algo que eles negam veementemente. Além disso, a oposição política é mal tolerada e a liberdade de imprensa está severamente limitada.
Mensagem Final do Papa
Ao final de sua mensagem, o Papa pediu por mais liberdade e dignidade para todos os cidadãos. Essa visita marca o encerramento de uma turnê de quatro países na África, onde ele não poupou críticas aos 'tirânicos' e à exploração dos recursos minerais do continente.


