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Pablo Marçal Corrige Patrimônio e Atualiza Declaração ao TSE
O candidato à presidência retifica seu patrimônio de R$ 7,4 bilhões para R$ 149,9 milhões, corrigindo erro de digitação. Entenda os detalhes.
Reprodução Redes Sociais
Na madrugada de 18 de agosto de 2026, o candidato à Presidência da República, Pablo Marçal, do PRTB, atualizou sua declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O patrimônio, que antes era estimado em R$ 7,4 bilhões, foi corrigido para R$ 149,9 milhões devido a um erro de digitação, conforme explicado em entrevistas a podcasts na segunda-feira (17).
Vale destacar que a plataforma Divulgacand, onde o TSE registra as informações dos candidatos, ainda apresenta a declaração antiga. Com essa atualização, Marçal se posiciona como o terceiro candidato mais rico na corrida presidencial, atrás do escritor Augusto Cury, do Avante, que declarou R$ 242,3 milhões, e de Romeu Zema, do Novo, com bens avaliados em R$ 178,7 milhões. Especialistas afirmam que não existem implicações jurídicas significativas na alteração da declaração, que pode ser realizada até o fechamento das urnas em outubro.
A principal alteração no patrimônio do candidato se deve à correção do valor de uma aplicação em um fundo de investimento do Itaú, que antes apresentava R$ 6,7 bilhões. Agora, o valor correto é de R$ 6,7 milhões. Além disso, um terreno em Santana do Parnaíba, interior de São Paulo, teve uma redução drástica, passando de R$ 490 milhões para R$ 4,9 milhões.
Curiosamente, mesmo com a diminuição do total, a lista de bens de Marçal mais que dobrou. Se antes eram 18 itens, agora a versão corrigida conta com 43. Entre os novos bens estão investimentos em fundos imobiliários, participações em diversas empresas — incluindo sua própria, a Marçal Loteamento Participações Ltda — e dois imóveis, sendo uma sala comercial e uma chácara, ambos localizados em Goiás.
Na petição para a retificação, os advogados de Marçal argumentam que se trata de um "erro material sanável", que não afeta a autenticidade das informações e cuja correção não tem impacto no julgamento da sua candidatura. Eles enfatizam que a correção se dá pela simples apresentação deste documento, em respeito aos princípios da instrumentalidade e da verdade material.
Além disso, foram encaminhados à Justiça Eleitoral mais dois documentos: a certidão criminal de segundo grau do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) e a proposta de governo do candidato.
Atualmente, Marçal se encontra inelegível até 2032. Seu registro tem sido alvo de questionamentos por outros concorrentes, tanto pela inexigibilidade — que depende de uma decisão do TSE para suspender os efeitos da condenação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) — quanto pela alegação de que o protocolo da candidatura foi feito fora do prazo legal, com uma diferença de 41 minutos após o limite estabelecido, que era às 19h do dia 15 de agosto.
Quando contatado para comentar sobre a situação, Pablo Marçal preferiu não se aprofundar no assunto além do que já declarou em entrevistas anteriores.