Oportunidades no Varejo e Saúde: JPMorgan Após Rali Eleitoral

Oportunidades no Varejo e Saúde: JPMorgan Após Rali Eleitoral

Após o rali eleitoral, JPMorgan destaca ações promissoras no varejo e saúde, mesmo com desafios no consumo em 2026 e 2027.

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Reprodução Redes Sociais

Data de publicação original: 15/10/2026, 14:00. O JPMorgan mantém uma visão otimista sobre o potencial de valorização das ações nos setores de varejo e saúde, mesmo após o recente rali que se seguiu ao primeiro turno da eleição presidencial. Em um relatório elaborado pelos analistas Joseph Giordano e Nicolas Larrain, o banco sugere que os investidores devem focar em empresas que apresentem resultados consistentes, previsibilidade e um bom potencial de crescimento a longo prazo.

Desde o dia 2 de outubro, o valor de mercado das empresas de varejo acompanhadas pela instituição subiu 16%, enquanto o setor de saúde avançou 12%. As ações desses setores tiveram um desempenho médio de 20% e 14%, respectivamente, em comparação com uma alta de 8% do Ibovespa, mesmo considerando um recuo recente em relação às máximas históricas.

Embora tenha havido uma realização de lucros recentemente, o JPMorgan acredita que a reprecificação das ações deve prosseguir, impulsionada pela expectativa de uma disciplina fiscal mais rigorosa e a possibilidade de juros menores. No entanto, o banco também ressalta que o consumo deve permanecer pressionado no segundo semestre de 2026 e ao longo de 2027.

Foco nos Índices Futuros dos EUA

Mudando o foco para os índices futuros dos EUA, é possível notar que eles estão operando em direções mistas, à espera de novos dados econômicos.

Ações em Alta

Dentre os destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira, o JPMorgan indica que ações como RD Saúde (RADL3), Rede D’Or (RDOR3) e Smart Fit (SMFT3) estão na mira dos investidores, todas com recomendação de compra. Essas empresas se destacam por seus fundamentos sólidos, boa liquidez e um potencial de valorização significativo. A RD Saúde, em particular, se destaca pela liderança no varejo farmacêutico, além de apresentar oportunidades de crescimento estrutural. A Rede D’Or se beneficia de sua escala no setor hospitalar e é considerada uma opção atrativa. Por outro lado, a Smart Fit continua a expandir sua presença regional e a aumentar seus lucros, mesmo diante da concorrência crescente.

Setor de Varejo em Foco

No setor de vestuário, a C&A Brasil (CEAB3) permanece como uma das principais apostas de reprecificação, mostrando-se bastante sensível ao cenário macroeconômico. A Lojas Renner (LREN3), por sua vez, oferece uma alternativa com mais liquidez.

Quando olhamos para o futuro, o varejo tende a se destacar em relação ao setor de saúde, especialmente em um ambiente macroeconômico favorável. Isso se deve à sua maior sensibilidade a juros mais baixos, à melhora nas expectativas de consumo e à redução do prêmio de risco do país. Nesse contexto, empresas como Assaí (ASAI3) e Magazine Luiza (MGLU3) estão entre aquelas que podem se beneficiar mais de uma eventual queda nas taxas de juros. Contudo, a valorização recente dessas ações diminuiu a atratividade dessa estratégia, especialmente no caso do Magazine Luiza, que o JPMorgan considera uma movimentação excessiva.

A instituição prefere explorar o potencial de melhora na economia através de empresas de qualidade, como a RD Saúde, que também mostra um potencial de valorização alinhado a uma recuperação das condições econômicas.

Desafios no Setor de Saúde

No segmento da saúde, a Hapvida (HAPV3) também apresenta uma sensibilidade notável em relação aos juros. No entanto, a Bradsaúde (SAUD3) pode enfrentar dificuldades caso haja uma queda na Selic, especialmente devido à sua posição como ativo financeiro líquido.

Apesar do recente rali, o varejo continua a ser um setor de grande atenção e expectativa.

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