Operadoras Européias Unem Forças Contra Starlink

Deutsche Telekom, Orange, Vodafone e Telefónica exploram candidatura conjunta para frequências de satélite na Europa, desafiando a Starlink.

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Operadoras Européias Unem Forças Contra Starlink
Starlink atua no mercado de conexão direta entre satélites e celulares (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As operadoras Deutsche Telekom, Orange, Vodafone e Telefónica, que é proprietária da Vivo no Brasil, se uniram recentemente para assinar uma carta de intenções. O objetivo? Explorar a possibilidade de uma candidatura conjunta para frequências de comunicação via satélite na Europa. Essa iniciativa foi revelada nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, e pode oferecer uma alternativa interessante aos serviços de conexão direta com celulares que a Starlink, de Elon Musk, atualmente disponibiliza. No entanto, é importante frisar que, até o momento, não há um parceiro definido para fornecer os satélites, nem previsões sobre lançamentos, preços ou quais dispositivos serão compatíveis com essa nova tecnologia. A tecnologia que está em pauta, chamada direct-to-device (D2D), é bastante inovadora. Ela permite que aparelhos compatíveis se comuniquem diretamente com os satélites, dispensando a necessidade de uma antena externa. Na prática, esses satélites funcionariam como torres de telefonia, mas no espaço. A proposta das operadoras é, essencialmente, complementar a cobertura das redes convencionais, especialmente em áreas onde a infraestrutura terrestre é escassa. As quatro empresas planejam desenvolver a infraestrutura terrestre, além de coordenação e monitoramento na Europa. Contudo, elas não pretendem investir diretamente em uma constelação de satélites. Outro ponto interessante do modelo é que ele prevê acesso aberto a outras operadoras. Entre os objetivos estão a proteção de comunicações críticas e o aumento da resiliência das redes a possíveis falhas. A compatibilidade dos celulares, por sua vez, dependerá da solução escolhida e das frequências que serão utilizadas. Por enquanto, essa carta ainda é uma fase de estudo. O site The Verge destaca o projeto como uma alternativa europeia à conectividade direta para celulares que a Starlink oferece, e essa colaboração entre operadoras busca fortalecer a governança europeia sobre a infraestrutura crítica de conectividade. Enquanto isso, na União Europeia, uma discussão regulatória está em andamento. Em maio, a Comissão Europeia apresentou uma proposta para selecionar prestadores de serviços móveis via satélite na faixa de 2 GHz. O plano sugere que um terço do espectro seja reservado para comunicações governamentais, de segurança e militares, enquanto o restante será igualmente dividido entre novos fornecedores da UE e uma parte destinada a empresas de fora do bloco. No Brasil, também existem projetos separados focados na conexão direta entre satélites e celulares. A Anatel, por exemplo, prorrogou até abril de 2029 a autorização experimental da Telefônica Brasil para essa tecnologia. O Tecnoblog, em suas investigações, também revelou testes que identificaram a rede “Vivo Starlink” e as negociações com a empresa de Elon Musk. Além disso, a Claro tem realizado testes com a Lynk Global na faixa de 850 MHz em São Luís, no Maranhão, que incluem o envio de SMS e chamadas de voz. O interessante é que esses experimentos utilizaram aparelhos comuns, sem modificações: um Moto G4 Plus, um Galaxy S22 e um iPhone 13. Esses desenvolvimentos mostram que o cenário de conectividade está se transformando, e as possibilidades são vastas.

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