Operação Azzardo: Polícia Civil desmantela rede de apostas ilegais
A ação, realizada em 5 de novembro de 2026, investiga uma organização que movimentou R$ 734 milhões em apostas clandestinas em seis estados brasileiros.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em colaboração com as forças de segurança de mais cinco estados, iniciou na manhã desta quinta-feira, 5 de novembro de 2026, a Operação Azzardo. O foco da operação é combater uma extensa rede de apostas ilegais que, segundo as investigações, movimentou aproximadamente R$ 734 milhões. Cerca de 200 policiais civis estão envolvidos nas ações, que abrangem as polícias civis do DF, São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte, com a expedição de 52 mandados de busca e apreensão. Em Brasília, as operações estão concentradas em áreas como Sobradinho, Sobradinho II e Ceilândia, onde a polícia descobriu várias empresas registradas no mesmo endereço e utilizando o mesmo número de telefone, levantando suspeitas. Em São Paulo, os mandados estão sendo cumpridos em regiões como a Avenida Brigadeiro Faria Lima e o polo empresarial da Vila Olímpia. No estado de Goiás, as ações ocorrem em Goiânia, Planaltina de Goiás e Valparaíso de Goiás. A Justiça do DF autorizou o bloqueio de R$ 3,483 bilhões, atingindo 64 pessoas físicas e 120 pessoas jurídicas, além da suspensão das inscrições no CNPJ de 100 empresas. Os investigados enfrentam graves acusações, incluindo exploração de loteria não autorizada e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a até 33 anos de prisão. A investigação, que começou há cinco meses, foi motivada por informações da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF) sobre plataformas de apostas operando sem autorização. Os sites de apostas, amplamente divulgados nas redes sociais, eram todos ilegais e direcionavam os valores enviados por apostadores para mais de 100 contas em uma fintech chamada A55 Sociedade de Crédito. O delegado Paulo Pereira, chefe da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da PCDF, destacou que apostadores relataram não receber os valores das apostas, alegando serem vítimas de estelionato.