ONU Condena Embargo dos EUA a Cuba, Abstenções Aumentam

ONU Condena Embargo dos EUA a Cuba, Abstenções Aumentam

Resolução da ONU sobre o embargo a Cuba reflete pressões dos EUA, com queda no apoio internacional e tensões diplomáticas em alta.

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Reprodução Redes Sociais

Na quarta-feira, 28 de outubro de 2026, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, pela 34ª vez consecutiva, uma resolução que condena o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos contra Cuba. Apesar de um amplo apoio à medida, a votação deste ano apresentou uma queda significativa no número de países que se manifestaram a favor, refletindo a crescente pressão de Washington para moldar o resultado. A resolução contou com 130 votos a favor, 17 contra e 25 abstenções. Para ilustrar essa mudança, no ano anterior, foram 165 votos a favor, sete contra e 12 abstenções. Notavelmente, países como Alemanha, Itália e Letônia decidiram se abster pela primeira vez em 34 anos. Embora as votações da Assembleia Geral não tenham força legal, elas servem como um termômetro da opinião dos países-membros da ONU sobre questões relevantes. Este ano, a votação ocorre em meio a uma crise econômica crescente em Cuba, exacerbada pelas reiteradas pressões dos EUA sobre a ilha. Recentemente, Cuba enfrentou uma série de apagões, reflexo das ameaças de Washington de sancionar países que continuem a exportar petróleo para Caracas. As tensões entre os EUA e Cuba também inflamaram um embate diplomático nas Nações Unidas. Na terça-feira, 27 de outubro, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, e o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, trocaram acusações acaloradas durante uma sessão que tratava do embargo. De acordo com a Associated Press (AP), enquanto Waltz criticava o governo cubano, Rodríguez se aproximou do microfone e chamou o embaixador americano de mentiroso, levando a uma intervenção de funcionários e agentes de segurança da ONU. 'Esse indivíduo precisa se afastar desta tribuna. Ele não vai me intimidar nos Estados Unidos da América', declarou Waltz. 'Você entende com quem está lidando? Isto são os Estados Unidos. Afaste-se.' Rodríguez, por sua vez, não deixou o episódio passar em branco e respondeu nas redes sociais, relembrando que a situação ocorreu na sede das Nações Unidas, e não em uma reunião de segurança nacional na Casa Branca. Na semana passada, o ministro cubano já havia denunciado que Washington estava ameaçando países membros da ONU com sanções se decidissem votar contra o embargo a Havana. 'O Departamento de Estado está exercendo uma pressão sem precedentes — às vezes de forma pessoal e sem pudor pelo próprio secretário de Estado — para que países-membros da ONU mudem de posição [em relação ao embargo]', comentou Rodríguez. Vale recordar que o embargo americano contra Cuba foi estabelecido em 1960, logo após a revolução liderada por Fidel Castro e a nacionalização de propriedades de cidadãos e empresas dos Estados Unidos.

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