ONS Decide Não Cortar Energia no Dia dos Pais de 2026
Operador Nacional do Sistema Elétrico evita cortes de energia no Dia dos Pais, garantindo estabilidade no fornecimento durante o fim de semana.

09/08/2026, 10h39
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Atualizado há 20 minutos
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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) anunciou que, neste Dia dos Pais, decidiu não ativar o plano emergencial de suspensão na geração de energia. Embora um “sinal vermelho” tenha sido emitido para que as distribuidoras se preparassem para possíveis cortes, essa medida acabou não sendo necessária.
Na prática, o plano de corte na geração, conhecido como ‘curtailment’, é colocado em ação quando a geração de energia ultrapassa o consumo. Nesse cenário, o sistema elétrico pode ficar sobrecarregado e, em última instância, levar a um apagão.
O ONS, primeiramente, tenta controlar a oferta de energia nas grandes geradoras que estão sob sua supervisão, utilizando o sistema interligado nacional, que inclui as grandes hidrelétricas. Quando essa abordagem não é suficiente, o ‘curtailment’ é então ativado, estendendo o corte para as pequenas usinas que não estão sob o controle direto do operador. Isso inclui centrais hidrelétricas menores, usinas a biomassa e instalações eólicas e solares de menor porte.
O que se observa neste domingo, dia 9, é resultado da forte produção de energia solar gerada em telhados, aliada ao baixo consumo típico de um fim de semana, quando a demanda da indústria e do comércio é significativamente reduzida.
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Em comunicado, o ONS esclareceu que a possibilidade de corte na geração havia sido “previamente comunicada aos agentes envolvidos”, mas, felizmente, a gestão do sistema conseguiu equilibrar a oferta e a demanda de energia, tornando a medida desnecessária.
“É importante destacar que, em tempo real, o ONS continuará a gerenciar os recursos disponíveis de acordo com a demanda”, ressaltou o operador em sua nota.
Datas comemorativas, como o Dia dos Pais, são momentos cruciais para esse acompanhamento, pois as famílias costumam estar reunidas em um dia de alta irradiação solar. Em situações em que a carga é reduzida e a contribuição da micro e minigeração, que se refere à produção de energia em telhados, atinge níveis elevados, o sistema elétrico pode enfrentar condições de demanda líquida muito baixa.
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No Dia dos Pais do ano passado, o sistema elétrico enfrentou um estresse operacional no início da tarde. Naquela ocasião, a geração distribuída respondeu por 37,6% da demanda total. Com o aumento na geração de energia em telhados, o ONS foi forçado a reduzir a produção de hidrelétricas e termelétricas, cortando 98,5% do potencial de geração de energia eólica e solar centralizadas que se esperava para aquele horário.
Assim, restaram apenas 2 gigawatts (GW) de geração flexível — aproximadamente 5% do total — que o ONS poderia gerenciar naquele momento. Se essa margem fosse consumida, o operador teria que desrespeitar restrições técnicas, como operar usinas abaixo do mínimo seguro ou ignorar limites técnicos das linhas de transmissão, situações que comprometeriam a segurança do sistema. Um claro risco para a integridade do sistema elétrico.