Oligarca Moldavo Recebe 19 Anos por Fraude de US$ 1 Bilhão
Vladimir Plahotniuc, ex-líder político, é condenado por esquema de corrupção que afetou gravemente a economia da Moldávia.
Na quarta-feira, um tribunal da Moldávia proferiu uma sentença significativa: o oligarca Vladimir Plahotniuc foi condenado a 19 anos de prisão por fraudar um bilhão de dólares do sistema bancário moldavo. Essa decisão está relacionada ao desaparecimento de impressionantes mil milhões de dólares (cerca de 850 milhões de euros). Plahotniuc, um influente empresário e ex-líder do Partido Democrático, deixou o país em 2019 enfrentando graves acusações de corrupção.
As acusações remontam a um esquema que, em 2014, resultou na perda de cerca de um oitavo do PIB da Moldávia. Após ser detido no aeroporto de Atenas no ano passado, ele foi extraditado da Grécia, graças a um alerta internacional da Interpol. O juiz de Chișinău anunciou a decisão na quarta-feira, e o tribunal também ordenou a apreensão de aproximadamente 60 milhões de dólares (51 milhões de euros) que estavam nas contas de Plahotniuc, conforme divulgado pelo procurador Alexandru Cernei.
Curiosamente, Plahotniuc, de 60 anos, não compareceu à audiência. Ele nega as acusações, descrevendo seu julgamento como “político” e “falho desde o início”. Seu advogado, Lucian Rogac, manifestou a intenção de recorrer da decisão, classificando-a como “claramente ilegal” e alegando várias violações dos direitos do réu.
Após seu retorno à Moldávia, os procuradores solicitaram uma pena de 25 anos de prisão, o máximo permitido pela lei, em um caso relacionado ao desaparecimento de recursos de três bancos em 2014. Ele foi acusado de liderar uma organização criminosa e de estar envolvido em fraudes e lavagem de dinheiro em grande escala.
Em 2022, Plahotniuc foi incluído em uma lista de sanções do Departamento de Estado dos EUA por práticas corruptas, sendo acusado de usar o controle sobre as forças de segurança do país para eliminar rivais políticos e interferir nas eleições moldavas. O Reino Unido também impôs sanções, resultando em sua proibição de entrada no país e no congelamento de seus bens em território britânico e ultramarino. Plahotniuc foi ainda acusado de promover campanhas políticas pró-russas, desviando a Moldávia de sua trajetória em direção à União Europeia.


