OEA Acompanha Problemas de Transporte nas Eleições de 2026
Organização dos Estados Americanos monitora queixas sobre a falta de ônibus e dificuldades de transporte durante o segundo turno das eleições no Brasil.

Neste domingo, 25 de outubro de 2026, a Organização dos Estados Americanos (OEA) fez um pronunciamento a respeito de problemas no transporte público que surgiram durante o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. Em uma nota publicada nas redes sociais, a missão de observação eleitoral mencionou que está atenta aos relatos que indicam uma redução na frota de ônibus e as dificuldades de deslocamento que têm sido notadas em várias regiões do país.
"A missão da OEA no Brasil está acompanhando as informações que têm sido divulgadas pela imprensa, bem como as denúncias sobre problemas no transporte público em diversas localidades", destacou a organização. O ponto aqui é que a OEA se comprometeu a manter um olhar atento às decisões que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) venha a tomar sobre essa situação.
As queixas incluem não apenas longas filas e a lentidão no serviço, mas também uma drástica diminuição na circulação de ônibus. Além disso, há relatos de restrições em outros meios de transporte, como voos e barcas na região do Rio Amazonas.
Esses problemas têm gerado descontentamento a ponto de partidos e coligações buscarem a intervenção da Justiça Eleitoral em estados como São Paulo e Bahia. Em Sergipe, por exemplo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu que a frota intermunicipal deveria ser reestruturada, em resposta às queixas sobre a quantidade de veículos disponíveis.
Na capital paulista, a coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recorreu à Justiça Eleitoral, alegando que apenas 60% da frota de ônibus estava operando, mesmo com uma decisão que exigia a circulação de 100% dos veículos nos dias úteis.
A Prefeitura de São Paulo confirmou que recebeu a notificação judicial no sábado, 24 de outubro, e informou às empresas concessionárias sobre a necessidade de cumprir a ordem. Em sua nota, a administração municipal explicou que aumentar a frota em tão curto prazo exigiu ajustes nas escalas de trabalho dos profissionais do setor.
Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) também interveio, determinando que a frota de ônibus fosse imediatamente recompondo, com a frequência equivalente à dos dias úteis, além de garantir a gratuidade para os passageiros.
De acordo com as informações disponíveis, essa decisão foi tomada após denúncias que apontavam uma redução superior a 50% na oferta de veículos. Durante uma fiscalização, o Procon-BA constatou que 544 ônibus estavam parados na garagem de uma empresa de transporte, todos prontos para circular.
A situação levou a Polícia Federal a prender em flagrante o secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, enquanto investigações sobre a queda no serviço estavam em andamento. A Justiça, por sua vez, pediu o reestabelecimento do transporte.
Em Sergipe, o Departamento Estadual de Infraestrutura Rodoviária (DER-SE) assegurou que a gratuidade das passagens estava mantida e que a frota havia sido aumentada com mais 20 veículos. O órgão também comentou que a demanda pelo transporte superou as expectativas, especialmente devido à presença de eleitores que não votaram no primeiro turno.
Além disso, relatos de dificuldades de deslocamento também chegaram de outras localidades, incluindo municípios da Região Metropolitana de São Paulo, Teresina, Paraíba, Alagoas e o Rio de Janeiro. No Pará, passageiros relataram desafios semelhantes.