
O Enigma do Vestido Delphos: A Revolução do Plissado
Cecília Garcia (*) No início do século XX, Henriette Negrin desenvolveu uma técnica de plissado manual que jamais foi replicada com perfeição. O método foi usado na criação do vestido Delphos, inspirado pela estátua grega "O cocheiro de Delfos", encontrada em 1876. O mistério já começa com a autoria da peça. A patente do vestido
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No início do século XX, Henriette Negrin deu vida a uma técnica de plissado manual que, até hoje, ninguém conseguiu reproduzir com a mesma perfeição. Esse método se destacou na criação do icônico vestido Delphos, inspirado na famosa estátua grega “O cocheiro de Delfos”, descoberta em 1876. O curioso é que a origem do design da peça gerou bastante debate. Embora a patente do vestido tenha sido registrada pelo marido de Henriette, muitas pessoas inicialmente acreditaram que ele era o verdadeiro criador. No entanto, investigações mais recentes mostraram que Mariano Fortuny fez a requisição em nome da esposa, sem revelar todos os detalhes do processo de confecção da peça.
A técnica, conhecida como “plissado impossível”, era verdadeiramente inovadora. Henriette utilizava pregas onduladas tanto na vertical quanto na horizontal, garantindo um acabamento impecável, tanto do lado direito quanto do avesso. Para criar um vestido Delphos, eram necessários de quatro a cinco painéis retangulares de seda, cada um apresentando mais de 400 micropregas. Essa característica conferia uma elasticidade surpreendente ao tecido. Além disso, os ajustes feitos nas mangas e no decote, com cordões que podiam ser tanto visíveis quanto ocultos, tornavam o vestido
