Nvidia DLSS 5: Revolução nos Jogos com IA para Gráficos Realistas
A nova tecnologia de renderização da Nvidia promete transformar a experiência de jogos, com lançamento previsto para 3 de setembro de 2026.
A Nvidia está prestes a lançar, nesta semana, o polêmico DLSS 5, a nova versão de sua tecnologia de renderização neural. O grande lançamento acontecerá na quinta-feira, dia 3 de setembro, com o jogo NBA 2K27, mas, por enquanto, só estará acessível para quem possui placas de vídeo da série GeForce RTX 50 e para assinantes do GeForce Now.
Desde sua revelação em março, o DLSS 5 enfrentou uma enxurrada de críticas, tornando-se até alvo de piadas nas redes sociais. No entanto, a Nvidia defende que essa nova tecnologia é capaz de elevar os gráficos a um nível quase fotorealista em tempo real. Edward Liu, diretor de pesquisa aplicada da empresa, destacou que o DLSS 5 busca encurtar a distância entre a renderização tradicional e a simulação física do mundo real.
Um aspecto interessante do DLSS 5 é que, em vez de apenas aplicar um filtro na imagem final, ele analisa informações detalhadas da cena através do G-Buffer. Esse conjunto de dados complexo inclui informações como cores base, profundidade, rugosidade dos materiais e vetores de movimento.
Para garantir uma experiência de jogo suave, o DLSS 5 foi otimizado para processar um quadro por vez, o que minimiza atrasos na tela. Os desenvolvedores também terão ferramentas específicas para ajustar a cena, como máscaras no motor gráfico que permitem isolar objetos e modificar parâmetros de forma precisa.
Entre as opções disponíveis, estão a intensidade da estrutura, que melhora a oclusão ambiental e reflexos, e a intensidade do tom, que permite um controle dinâmico sobre iluminação e contraste.
É importante notar que para alcançar o nível gráfico que a Nvidia espera, um hardware robusto é essencial. Quando o DLSS 5 foi apresentado, a demonstração técnica exigia o uso de duas placas GeForce RTX 5090 simultaneamente. No entanto, ao longo dos últimos seis meses, houve otimizações significativas.
Hoje, já é possível executar o recurso em uma única GPU intermediária, como a GeForce RTX 5060, mas isso requer jogar em uma resolução mais baixa, como Full HD (1080p), e ativar a geração de quadros em 6x. Sem essa assistência, a tecnologia pode demandar um alto poder de processamento, resultando em uma queda significativa no desempenho.
Essa necessidade de hardware robusto ficou clara antes mesmo do lançamento oficial. Um grupo de modders chamado RenoDX conseguiu acessar os arquivos do DLSS 5 a partir de uma versão antecipada de NBA 2K27 e ativou o recurso em jogos mais antigos, como Control, Cyberpunk 2077, Grand Theft Auto V e Skyrim.
Os testes não oficiais que vazaram na internet mostraram um consumo elevado de memória de vídeo (VRAM) e quedas drásticas na taxa de quadros. Embora a tecnologia seja oficialmente limitada à série RTX 50, eles conseguiram ativá-la em placas de alto desempenho da geração anterior, como as RTX 4080 e RTX 4090.
A reação da comunidade em relação a essas novidades está sendo acompanhada de perto, e muitos estão ansiosos para ver como o DLSS 5 realmente se comportará em jogos.
Atualizado há 1 hora
Novos testes na tecnologia DLSS 5 mostram que o upscaling funciona em todas as placas de vídeo da linha GeForce RTX 50, porém a taxa de quadros por segundo se tornou o seu maior problema. Em casos extremos, ela pode cair em até 60%, mas o que preocupa o usuário é como o recurso se portará no cotidiano. A Digital Foundry mostrou que na NVIDIA GeForce RTX 5060, por exemplo, com NBA 2K27 nas configurações Ultra em Full HD, a performance salta de 72,8 FPS para 42,3 FPS — uma redução maior do que 40%. Na prática, a GPU engasga para entregar um bom desempenho com a ferramenta recém-lançada. Oficialmente, o único game que possui suporte para a novidade é a principal linha de basquete da 2K Games, que já apela normalmente para visuais realistas e mecânicas que simulam o esporte de um modo similar ao que vemos no mundo real. Porém, a um custo bem alto para os usuários que não abrem mão de alta qualidade. Para a equipe que testa diversos jogos e hardwares, a visão sobre o DLSS 5 é positiva. Contudo, ela ressalta que cada pessoa terá de escolher do que abrirá mão conforme a experiência se mostrar no PC: bons gráficos cobrarão da taxa de quadros, mas o jogador encontrará a mesma cobrança no caminho reverso. A aplicação do DLSS 5 em NBA 2K27 não foram notadas alterações expressivas nas texturas dos personagens — o que traz uma mudança positiva em relação ao que foi visto no início do ano. O apresentador John Linneman menciona que a integração foi “muito sutil”, o que o deixou surpreso. Ele reforça que a tecnologia “funciona muito bem” e explica como a iluminação na plateia e roupas adiciona sombras que sequer imaginava existirem. Além disso, comenta que sentiu “que era um passo para trás contra o que vimos em março”. As demonstrações apresentadas no início de 2026, o DLSS 5 da NVIDIA foi extremamente criticado por entrar no “Vale da Estranheza” — muitos títulos foram modernizados, o que mostrou interpretações curiosas de alguns jogos emblemáticos e levantou a questão sobre a liberdade criativa de cada estúdio. No entanto, o custo para a ferramenta funcionar nas GPUs GeForce RTX 50 é muito alto. De acordo com os testes, a utilização do upscaling aumenta o tempo de processamento de 8,2 ms a 13,7 ms — a depender da placa de vídeo e resolução que são utilizadas. Enquanto Leadbetter revela que “oito milissegundos em 4K em uma 5090 é muito caro”, John Linneman reforça que é “um jeito muito caro de adicionar detalhes de iluminação legais nas imagens”. Na prática, você terá de sacrificar o desempenho para rodar os títulos de forma visualmente satisfatória. Além de NBA 2K27, eles mostraram uma versão modificada para fazer o recurso funcionar em Final Fantasy VII Rebirth, Monster Hunter Rise e Starfield. A conclusão é de que a NVIDIA terá tempo para otimizar e aprimorar toda a forma como esta tecnologia opera. A NVIDIA garante que o DLSS 5 também chegará às placas antigas, mas de que forma isso as impactará? Logo, ainda é cedo para discutir sobre como os computadores se portarão com a nova ferramenta de upscaling.
