Namorada de Epstein pode ser investigada, mesmo com acordo judicial
Nadia Marcinko, ex-namorada de Jeffrey Epstein, pode enfrentar questionamentos sobre seu papel em abusos, apesar de imunidade legal.

Durante a primeira passagem de Jeffrey Epstein pela prisão, um registro revelou que uma mulher o visitou impressionantes 67 vezes. Essa mulher é Nadia Marcinko, que foi a principal namorada de Epstein por sete anos e atuou como assistente de piloto de seu avião particular. Embora não seja uma figura amplamente conhecida, ela pode em breve se tornar o foco das atenções.
Marcinko é uma das quatro mulheres identificadas como "potenciais co-conspiradoras" em um controverso acordo de 2008, que lhes garantiu imunidade de acusação. Agora, duas dessas mulheres estão prestes a ser questionadas por legisladores dos Estados Unidos, e uma congressista está pedindo que todas as quatro, incluindo Marcinko, sejam investigadas, mesmo com o acordo em vigor. É importante notar que Marcinko nunca foi formalmente acusada de qualquer crime, mas há testemunhos de garotas em Palm Beach que indicam sua participação no abuso.
A BBC realizou uma investigação e encontrou indícios de que Epstein e Marcinko tinham planos de formar uma família. Além disso, surgiram alegações de que ela teria recrutado outras mulheres para atender aos desejos de Epstein. Por outro lado, também vieram à tona relatos de que Epstein era fisicamente violento com ela.
Desde a morte de Epstein em 2019, Marcinko se afastou da vida pública, e as recentes chamadas para uma investigação levantam questões complexas sobre o papel de uma possível vítima de coerção sexual e se ela pode ser considerada cúmplice.


