Mudanças na Liderança de Tecnologia nos Bancos, Segundo BCG

Mudanças na Liderança de Tecnologia nos Bancos, Segundo BCG

Estudo do BCG revela como a função dos CIOs se transforma diante da concorrência e da IA no setor bancário.

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Reprodução Redes Sociais

Data e Hora Atual: 24/09/2026, 14:30:08

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No contexto atual do setor bancário, a função dos líderes de tecnologia da informação, ou CIOs, passou por transformações significativas, como revela um estudo global do Boston Consulting Group (BCG). A pesquisa aponta três fatores principais que estão impulsionando essa mudança: a crescente concorrência no mercado, as exigências regulatórias em constante evolução e a ampla adoção da Inteligência Artificial (IA). Diante desse novo cenário, esses executivos precisam expandir seu foco além da tecnologia da informação, adotando uma abordagem mais integrada ao mundo dos negócios.

De acordo com o estudo, é essencial que os CIOs alinhem suas funções e desenvolvam uma infraestrutura tecnológica que realmente impulsione a organização. O documento destaca que a melhor forma de garantir uma coerência estratégica e enfrentar a complexidade operacional é concentrar-se em ações críticas que possam ser executadas simultaneamente. Isso não apenas traz ordem ao caos atual, mas também prepara o terreno para as prioridades futuras.

Embora o estudo tenha uma perspectiva global, a realidade brasileira reflete esse panorama. “Até pouco tempo, o papel do CIO era visto quase exclusivamente como o responsável pela tecnologia, focando bastante na infraestrutura, como servidores, data centers e sistemas”, comenta Alexandre Figueiroa, diretor do BCG. No entanto, a situação evoluiu. “Agora, observamos uma virada interessante, com profissionais de tecnologia alcançando posições que antes eram inimagináveis para eles”, continua Figueiroa, citando exemplos de ex-CIOs que ascenderam a cargos de CEOs.

Figueiroa destaca que, no Brasil, as necessidades dos clientes avançaram para o digital de maneira acelerada, com uma maioria utilizando dispositivos móveis como principal meio de interação. Junto a isso, a concorrência no setor financeiro se intensificou. “É um desafio constante introduzir novas soluções e responder rapidamente às demandas dos clientes, o que elevou o CIO a uma posição mais estratégica dentro da organização”, observa.

A Inteligência Artificial, especialmente a IA agêntica, é considerada por Figueiroa como uma possível nova “revolução” no mercado. “Essa revolução não se trata apenas de tecnologia, mas de como reestruturamos nosso trabalho nas empresas, integrando a IA em nosso cotidiano e nas rotinas. O grande desafio agora é como equilibrar isso”, reflete ele, enfatizando que essa questão se tornou uma responsabilidade crucial para os CIOs.

Por fim, quando se trata de regulamentações, embora o estudo mencione questões geopolíticas, Figueiroa acredita que as questões internas têm um impacto ainda maior no Brasil. Ele cita como exemplos o avanço do Open Finance e a migração para a nuvem, que ocorrem em meio a crescentes preocupações com a cibersegurança. “Migrar para a nuvem sem repensar sua arquitetura ou sem uma estratégia clara pode, na verdade, aumentar custos e complicar ainda mais a situação, porque agora você...”, finaliza, deixando claro que a abordagem cuidadosa é fundamental nesse processo.

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