MPT Investiga Supermercado por Carta Eleitoral a Funcionários

Ministério Público do Trabalho apura envio de carta com mensagem eleitoral pela rede Zona Sul, levantando questões sobre assédio eleitoral.

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O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) anunciou nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026, a abertura de uma Notícia de Fato (NF) para investigar o envio de uma carta pela rede de Supermercados Zona Sul aos seus colaboradores, em um momento crítico às vésperas das eleições.

Na carta, a empresa destaca a importância do 'voto consciente' e menciona a necessidade de mudança, embora não cite candidatos diretamente. O presidente da rede assina o documento, que sugere uma revisão de prioridades e posturas.

A situação gerou repercussão, especialmente entre políticos, como o vereador Rick Azevedo, do PSOL, que denunciou a carta afirmando que “a rede de supermercados de elite da zona sul distribuiu aos funcionários uma carta em defesa do ‘voto consciente’. O texto menciona o ‘esgotamento de ciclo’ e a ‘necessidade de mudança’”.

Azevedo questionou: “Isso é assédio eleitoral. Cadê o TSE?” expressando sua preocupação com a influência da empresa sobre seus funcionários.

O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro também se manifestou, entrando com uma ação na Justiça contra a rede Zona Sul. Em nota, a entidade ressaltou que ao usar sua posição de empregador para veicular mensagens desse tipo, a empresa ultrapassa limites que devem ser respeitados.

“Patrão nenhum é dono da consciência política de seus funcionários. Nem pode coagir”, enfatizou o sindicato, sublinhando a importância da liberdade de escolha.

“Por trás de discursos genéricos sobre a necessidade de mudar o país, existem interesses políticos e econômicos em disputa. E os interesses de quem emprega nem sempre são os mesmos de quem vive do próprio salário - especialmente quando estão em jogo direitos trabalhistas e conquistas históricas, como o fim da escala 6x1”, completou a nota.

Até o momento, a Agência Brasil não conseguiu contato com a direção da rede de supermercados Zona Sul, mas o espaço permanece aberto para qualquer manifestação.

Atualizado há 1 hora

A Justiça do Trabalho determinou que a rede de supermercados Zona Sul cesse o envio de comunicados de cunho eleitoral a seus funcionários. A decisão foi emitida após o Sindicato dos Comerciários constatar a distribuição de uma carta com críticas ao cenário político e apelos por mudança, pouco antes do segundo turno das eleições presidenciais. A juíza Cláudia de Abreu Lima Pisco concedeu uma liminar exigindo que o supermercado informe aos seus colaboradores, até as 23h59 deste sábado, que o voto é livre e secreto, e que nenhum funcionário é obrigado a divulgar sua preferência política. A comunicação deve ser afixada em locais de grande circulação nos estabelecimentos, sob pena de multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. A juíza considerou que a manifestação da empresa configura assédio eleitoral, dada a relação de dependência econômica entre empregados e empregadores, o que poderia comprometer a liberdade de voto.

Atualizado há 8 horas

A Justiça do Trabalho determinou que a rede de supermercados Zona Sul cesse o envio de comunicados de cunho eleitoral a seus funcionários. A decisão foi emitida após o Sindicato dos Comerciários constatar a distribuição de uma carta com críticas ao cenário político e apelos por mudança, pouco antes do segundo turno das eleições presidenciais. A juíza Cláudia de Abreu Lima Pisco concedeu uma liminar exigindo que o supermercado informe aos seus colaboradores, até as 23h59 deste sábado, que o voto é livre e secreto, e que nenhum funcionário é obrigado a divulgar sua preferência política. A comunicação deve ser afixada em locais de grande circulação nos estabelecimentos, sob pena de multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. A juíza considerou que a manifestação da empresa configura assédio eleitoral, dada a relação de dependência econômica entre empregados e empregadores, o que poderia comprometer a liberdade de voto.

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