MPSP Denuncia Quatro por Morte de Jovem em Salto de Rope Jump
Promotoria de Justiça apresenta acusações após tragédia em evento de aventura, destacando a falta de segurança e responsabilidade dos organizadores.
© Frame Entre Cordas e Ih Voei
A Promotoria de Justiça de Limeira apresentou, nesta terça-feira, dia 7 de julho de 2026, acusações contra quatro indivíduos envolvidos na trágica morte de uma jovem de 21 anos durante um salto de rope jump. O incidente, que ocorreu em 13 de junho, envolveu a vítima sendo arremessada de uma ponte sem que a corda de segurança estivesse atada. Entre os denunciados, três podem ser responsabilizados por homicídio com dolo eventual, qualificado por motivos torpes e pela utilização de um recurso que impossibilitou a defesa da jovem. O quarto denunciado enfrenta a mesma acusação, porém por omissão imprópria, devido à sua responsabilidade em garantir a segurança dos participantes e também por fraude processual.
A jovem, identificada como Maria Eduarda Rodrigues, havia pago por um salto realizado em um viaduto ferroviário desativado, conhecido como Ponte do Esqueleto. Segundo investigações do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), os denunciados promoviam saltos de rope jump para um público de aproximadamente 80 a 100 pessoas diariamente, sem a devida estrutura e sem seguir os protocolos básicos de segurança.
Durante a atividade, a jovem foi submetida a uma manobra chamada "aviãozinho", onde os operadores a levantaram e projetaram da estrutura. Infelizmente, os acusados lançaram Maria Eduarda sem a corda de segurança devidamente conectada, resultando em uma queda de cerca de 30 metros e, consequentemente, em sua morte por politraumatismo.
A denúncia do MPSP revela que os responsáveis estavam cientes dos riscos associados à atividade, mas não tomaram as precauções necessárias, como verificar a conexão da corda de segurança e realizar uma checagem dupla dos equipamentos. O grupo atuava sem uma definição clara de funções e priorizava interesses financeiros, promovendo a atividade nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.
Além disso, o MPSP destaca que a organizadora do evento tinha a obrigação de garantir padrões mínimos de segurança e de interromper a atividade caso as condições fossem inadequadas, mas não o fez, mesmo após ter conhecimento de falhas operacionais em eventos anteriores.
Outro ponto preocupante é que a organizadora é acusada de fraude processual por ter indicado a localização da câmera GoPro utilizada pela vítima e por ter excluído o conteúdo dela, dificultando a investigação dos fatos. Até o momento, o equipamento permanece desaparecido.
Por fim, o MPSP solicitou a manutenção da prisão preventiva dos três homens e, em relação à mulher, pediu a conversão da prisão temporária em preventiva. Além de buscar a condenação dos acusados, os promotores também pleitearam que o Judiciário estabeleça uma reparação de R$ 200 mil pelos danos causados.
