MOVE+ Impulsiona Exportação de Produtos Amazônicos com R$ 9,15M

MOVE+ Impulsiona Exportação de Produtos Amazônicos com R$ 9,15M

Rodada de Negócios do MOVE+ conecta produtores da Amazônia a compradores internacionais, gerando R$ 9,15 milhões em vendas potenciais.

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Reprodução Redes Sociais

Da floresta amazônica para as prateleiras de mercados internacionais. A conexão entre pequenos produtores brasileiros e grandes compradores ganhou um impulso significativo durante a Rodada de Negócios Nacional do MOVE+, promovida pelo Sebrae nos dias 17 e 18 de setembro, em Rio Branco, no Acre. Este evento ocorreu no contexto do Inova Amazônia 2026.

O resultado dessa iniciativa foi impressionante: gerou R$ 9,15 milhões em expectativas de vendas futuras, resultado de 310 reuniões comerciais que reuniram 45 empresas fornecedoras e 13 compradoras. Além da prospecção de negócios, a rodada abre novas oportunidades para a comercialização de produtos regionais, inclusive em mercados internacionais.

Um exemplo marcante é o de Renata Pires Funchal, empresária de São Paulo e fundadora da MOA Foods, que opera sob a marca Caruá. A empresa é especializada na venda internacional de alimentos nativos brasileiros, como castanha-do-pará, castanha de baru e cafés especiais. Renata participou da rodada a convite do Sebrae e, com entusiasmo, compartilhou que conseguiu fechar R$ 700 mil em negócios para a compra de castanhas destinadas à exportação para a Europa.

Essa participação também criou oportunidades para dois produtores de café Robusta Amazônico do Acre. Renata apresentou suas amostras a importadores europeus durante a SIAL Paris, uma das feiras mais importantes do setor alimentício. “É muito gratificante ver um café do Acre chegando às mãos de importadores europeus poucos dias depois de uma rodada de negócios”, destaca, expressando seu entusiasmo.

Conexões que se Transformam em Oportunidades

A rodada faz parte da estratégia do MOVE+, um programa do Sebrae que visa expandir o acesso a mercados e acelerar as vendas de pequenos negócios. Vicente Scalia, analista de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional, explica que o trabalho começa cerca de 60 dias antes dos encontros. Nesse período, são identificadas as demandas dos compradores e selecionados fornecedores capazes de atendê-las. Critérios como produtividade, volume de produção e condições logísticas, além da qualidade dos produtos, são cuidadosamente avaliados.

O papel do Sebrae é, portanto, facilitar essa aproximação comercial, acompanhando de perto e garantindo que os fornecedores tenham condições adequadas para sentar e fechar negócios. Os resultados falam por si. Com R$ 9,15 milhões em negócios prospectados, a rodada alcançou 92% de compatibilidade entre compradores e fornecedores, com uma média de 6,8 reuniões por empresa fornecedora.

A avaliação da experiência dos participantes foi de 4,83 pontos em uma escala de 1 a 5. As negociações abrangeram uma variedade de setores, incluindo alimentos, bebidas, cosméticos, tecnologia, vestuário e artesanato, aproximando produtores de redes de supermercados, empórios, distribuidores e outros canais comerciais.

Da Biodiversidade Brasileira para o Mundo

Fundada em 2023, a MOA Foods atua como um elo entre produtores brasileiros e compradores internacionais, com operações na União Europeia e no Oriente Médio. Renata é responsável pela curadoria dos produtos, negociação, documentação e logística das exportações. Em 2026, ela conquistou novos horizontes para os produtos brasileiros, levando a riqueza da nossa biodiversidade a novos mercados globais.

Atualizado há 5 horas

A aceleração digital e a adoção da Inteligência Artificial (IA) no cotidiano dos pequenos negócios também ganharam papel central nos debates do evento. "A IA precisa ajudar o empresário em tarefas do dia a dia, sem complicar a rotina. Ela pode apoiar a criação de textos e imagens para divulgação, a organização do atendimento, a análise de informações sobre clientes e a preparação de ofertas. O nosso papel é aproximar essas ferramentas dos pequenos negócios com orientação prática, para que cada um consiga testar o que faz sentido e usar a tecnologia para ganhar tempo e vender melhor", pontua William Almeida, gestor de Mercado Digital do Sebrae Nacional.

A valorização da origem e das identidades territoriais foi apontada como outro pilar para a competitividade dos produtos regionais brasileiros no segmento de alimentos e bebidas. "A Indicação Geográfica ajuda a mostrar que um produto tem origem, história e características próprias ligadas ao território. Isso fortalece a confiança de quem compra e ajuda o produtor a apresentar melhor o valor do que oferece. Com identidade territorial bem trabalhada, o produto regional ganha mais reconhecimento e pode chegar a novos mercados com uma história e uma qualidade que o diferenciam", conclui.

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