Morre o maestro Roberto Tibiriçá aos 72 anos em São Paulo

Morre o maestro Roberto Tibiriçá aos 72 anos em São Paulo

Roberto Tibiriçá, regente da Orquestra Sinfônica do Paraná, faleceu em 3 de outubro de 2026, após complicações de saúde. Seu legado musical será eternamente lembrado.

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© Klinsman Santana/Divulgação

O maestro paulista Roberto Tibiriçá faleceu na madrugada de 3 de outubro de 2026, em São Paulo, aos 72 anos. Ele ocupava desde 2022 o cargo de regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP). Tibiriçá estava internado devido a complicações de um câncer. O velório será realizado em São Paulo, com local ainda a ser divulgado.

A OSP e o Teatro Guaíra expressaram seu pesar pela perda do regente. Cleverson Cavalheiro, diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, prestou uma emocionante homenagem ao amigo nas redes sociais, afirmando: “Perdemos um grande maestro, mas seu legado permanecerá vivo em cada músico, em cada concerto e em cada pessoa que foi tocada por sua música.”

A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira também lamentou a morte de Tibiriçá em suas redes sociais. Ele havia assumido a direção artística da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) em 1994 e, posteriormente, se tornou regente titular da instituição.

A última apresentação do maestro ocorreu em 16 de julho, em Londrina (PR), onde ele regia a Orquestra Sinfônica do Paraná, no projeto Guaíra para Todos. Roberto Tibiriçá iniciou sua jornada musical como pianista aos 8 anos e estudou regência com Eleazar de Carvalho, colaborando por 18 anos na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).

Com mais de quatro décadas de carreira, Tibiriçá comandou renomadas orquestras no Brasil e no exterior, incluindo a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Entre 1984 e 1985, atuou como regente assistente no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.

No Brasil, dirigiu músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), da Orquestra Sinfônica Petrobrás Pró Música, da Sinfônica Heliópolis (Instituto Baccarelli) e esteve à frente das orquestras sinfônicas de Campinas, São Bernardo do Campo e Minas Gerais, de 2010 a 2013. Desde 1974, paralelamente à sua atuação como regente, também exerceu a função de diretor artístico em gravadoras brasileiras.

Um de seus feitos marcantes foi o pioneirismo nas gravações clássicas, destacando-se pelo único LP gravado no Brasil pela pianista Guiomar Novaes, com composições brasileiras, realizado no Museu de Arte de São Paulo (Masp). O maestro participou de várias edições do Projeto Aquarius, incluindo a Missa Campal celebrada pelo Papa João Paulo II, no Aterro do Flamengo, em 1997, que foi a última viagem do pontífice ao Brasil, com a estimativa de 2 milhões de pessoas presentes.

Além disso, no final dos anos 1980, fundou a Orquestra Nova Filarmonia em São Paulo, que acompanhou grandes artistas, como o tenor Luciano Pavarotti. Em 1995, sua contribuição à música foi reconhecida quando foi eleito Músico do Ano pela crítica especializada do Rio de Janeiro e recebeu o Prêmio Estácio de Sá do Governo do Estado do Rio de Janeiro por seu trabalho com a Orquestra Sinfônica Brasileira.

De 2000 a 2003, ocupou o cargo de diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Petrobrás Pró Música. Sua trajetória é um testemunho do impacto que ele teve no cenário musical brasileiro, e seu legado certamente será lembrado por muitos.

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