Ministro israelense é criticado por zombar de ativistas da flotilha
Itália, França e Canadá reagem ao tratamento inaceitável de ativistas em Gaza após vídeo de Ben-Gvir. Situação gera indignação internacional.
Itália, França e Canadá manifestaram seu descontentamento, classificando como "inaceitável" o tratamento dado a ativistas pró-Palestina que estavam a bordo de uma flotilha de ajuda com destino a Gaza, interceptada por forças navais israelenses. Após a divulgação de um vídeo pelo ministro de Segurança Nacional de extrema-direita, Itamar Ben-Gvir, que zombava dos ativistas ajoelhados com as mãos amarradas nas costas, os embaixadores de Israel nesses países foram convocados para prestar esclarecimentos. A atitude de Ben-Gvir gerou críticas até mesmo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que afirmou que tais ações não refletem "os valores de Israel".
Uma organização de direitos humanos, que representa os 430 participantes de mais de 40 países, exigiu a liberação imediata dos ativistas. A flotilha tinha como objetivo chamar a atenção para as duras condições enfrentadas pelos palestinos em Gaza, mas Israel desqualificou a ação como um "truque de relações públicas a serviço do Hamas". Na última quinta-feira, mais de 50 barcos partiram da Turquia, e os comandos navais israelenses começaram a interceptar a frota em águas internacionais. Os organizadores da GSF acusaram Israel de "agressão ilegal em alto-mar" e relataram que os comandos abriram fogo e utilizaram canhões de água.
O ministério das Relações Exteriores de Israel insistiu que não foi utilizada munição real e garantiu que todos os ativistas teriam a oportunidade de se encontrar com seus representantes consulares ao chegarem em Israel. Contudo, a organização de direitos israelense Adalah informou que os ativistas estavam sendo detidos no porto de Ashdod contra sua vontade, e sua equipe jurídica planejava contestar a legalidade dessas detenções. Ben-Gvir, em um ato que gerou ainda mais indignação, postou um vídeo "dando as boas-vindas" aos ativistas em Israel.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, descreveu o tratamento como "intolerável", enquanto o ministro das Relações Exteriores da França expressou sua indignação e exigiu respeito pelos cidadãos envolvidos. O ministro das Relações Exteriores do Canadá qualificou a situação como "profundamente preocupante", sublinhando a urgência de um tratamento humanitário para os civis.