Ministro defende proteção da Previdência e critica desvinculação

Wolney Queiroz destaca a importância da estrutura previdenciária e os riscos da desvinculação do salário mínimo em evento do setor.

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Ministro defende proteção da Previdência e critica desvinculação
Reprodução Redes Sociais

Data de publicação original: 21/10/2026, 17:00. O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, fez um apelo nesta quarta-feira (21), durante a abertura do 47º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, para que se mantenha uma estrutura estatal voltada à proteção das aposentadorias e pensões, independentemente de quem vença a eleição para a Presidência da República no próximo domingo. Ele ressaltou que a proposta de desvincular os pagamentos do INSS dos ganhos reais do salário mínimo, que tem sido debatida na campanha da oposição, traria sérias consequências, empobrecendo a população idosa e elevando os índices de pobreza no Brasil, como já ocorreu em países como Chile e Argentina. "Nós defendemos a blindagem institucional e a continuidade dos avanços", afirmou Queiroz durante o evento organizado pela Abrapp. Ele enfatizou que a previdência deve estar alicerçada em um compromisso social, garantindo proteção na velhice. O ministro lembrou que os benefícios previdenciários representam a principal fonte de renda para 73% dos beneficiários no Brasil, o que, por sua vez, impacta diretamente na coesão social e no consumo dessa população. É importante notar que, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministério da Previdência foi extinto e passou a integrar o superministério da Economia, sob a direção de Paulo Guedes. Em relação aos desafios atuais, Queiroz mencionou a cobertura previdenciária ainda insuficiente e a necessidade de expandir a previdência complementar para milhões de brasileiros, buscando novos patrocinadores e instituidores. "Não há competição, há complementaridade. Fortalecer o INSS fortalece a base para a previdência complementar", afirmou. A estratégia política e operacional do ministério é consolidar a “centralidade institucional” da previdência, garantindo a continuidade da agenda e ancorando sua credibilidade por meio de iniciativas como a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes relacionadas à cobrança de taxas sem a anuência dos participantes e prevê o reembolso dos valores. Queiroz destacou que a gestão atual conseguiu desmantelar um esquema de descontos indevidos, resultando na devolução de cerca de R$ 3 bilhões a 5 milhões de beneficiários, além de bloquear R$ 6 bilhões em ativos. As auditorias realizadas alimentaram investigações da Polícia Federal, incluindo o caso Master, que revelou o envolvimento de regimes próprios de previdência social (RPPS) e os prejuízos bilionários causados a servidores de vários estados e municípios. "Nós assumimos que a previdência é a infraestrutura social e fiscal de primeira ordem. Não podemos permitir regressão institucional nem fragmentação regulatória, pois isso rebaixaria a proteção e a governança", reiterou Queiroz. O presidente da Abrapp, Devanir Silva, também comentou sobre as mudanças nas relações de trabalho e o avanço das novas tecnologias, além da expectativa de aumento da longevidade e da inclusão de novas gerações. Ele destacou que esses fatores impõem desafios tanto para os sistemas públicos quanto para os privados de previdência. "Se a sociedade está em movimento, a previdência também precisa acompanhar esse ritmo. Mas movimento não significa abandonar nossos princípios; é essencial preservar o que já conquistamos."

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