
Ministro de Israel ordena demolição de casas na fronteira com o Líbano
O Ministério da Saúde libanês informou que 1.247 pessoas foram mortas em ataques israelenses no Líbano, incluindo 124 crianças e 52 médicos
Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, em Jerusalém 07/11/2024 REUTERS/Ronen Zvulun
JERUSALÉM, 31 de março de 2026 – O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou que todas as casas nos vilarejos libaneses próximos à fronteira serão demolidas. Ele ressaltou que as cerca de 600 mil pessoas que fugiram do sul do Líbano não poderão retornar até que a segurança no norte de Israel esteja garantida. Katz comparou a destruição na região à que ocorreu em Gaza.
O ministro reafirmou a intenção de Israel de criar uma zona de proteção no sul do Líbano, com controle sobre uma faixa de território que se estenderá até o rio Litani, assim que a guerra com o Hezbollah, apoiado pelo Irã, chegar ao fim. Desde o início da ofensiva israelense contra o Hezbollah em 2 de março, mais de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas, e o Ministério da Saúde libanês já contabilizou 1.247 mortos, entre eles 124 crianças e 52 médicos.
O rio Litani, que deságua no Mediterrâneo a aproximadamente 30 km ao norte da fronteira israelense, representa uma área significativa, correspondendo a quase um décimo do território libanês. Neste mês, as Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram ordens para que os moradores deixassem diversas áreas do sul, incluindo subúrbios controlados pelo Hezbollah e o centro político do grupo no leste do Líbano.
“Durante a operação, as IDF estabelecerão uma zona de segurança dentro do Líbano, funcionando como uma linha de defesa contra mísseis antitanque”, afirmou Katz em um comunicado. Ele destacou que as forças israelenses têm como alvo os combatentes de elite Radwan do Hezbollah que se infiltraram no sul, prometendo eliminar todas as armas.
Os residentes deslocados, lamentavelmente, não poderão retornar ao sul do Litani “até que a segurança e a proteção dos moradores do norte de Israel sejam asseguradas”, disse ele. O tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz militar israelense, revelou que o Hezbollah lançou quase 5.000 drones, foguetes e mísseis contra Israel durante o conflito. Em resposta, os militares israelenses anunciaram uma nova onda de ataques, visando a infraestrutura do Hezbollah nos subúrbios ao sul de Beirute.
Vale destacar que esta guerra representa o segundo grande conflito entre Israel e o Hezbollah desde 2024. Na última guerra, Israel desferiu pesados golpes ao Hezbollah, resultando na morte de seu líder, Hassan Nasrallah, além de milhares de combatentes. A situação permanece crítica, e as repercussões desse conflito continuam a ser sentidas.