Ministro da Defesa da Letônia Confirma Apoio dos EUA à NATO
Andris Sprūds destaca a forte cooperação militar com os EUA e a confiança na defesa mútua da NATO em tempos de tensão global.
Os Estados Unidos e seus aliados da NATO mantêm, segundo o ministro da Defesa da Letônia, Andris Sprūds, uma "excelente relação" em termos práticos e militares, com cooperação contínua. Em uma entrevista ao programa matinal da Euronews, "Europe Today", ele afirmou: "Vejo que a aliança continua forte, um por todos e todos por um, o que é benéfico para todos os Estados-membros, incluindo os Estados Unidos." Sprūds enfatizou que prefere focar na "cooperação prática" em vez de se deixar levar por declarações públicas negativas que vêm da Casa Branca.
Ele expressou confiança de que os EUA estariam prontos para ajudar caso a cláusula de defesa mútua da Aliança, o artigo 5º, fosse ativada. Contudo, as relações entre os EUA e outros membros da NATO enfrentaram desafios, especialmente desde o retorno do presidente Donald Trump ao cargo, com as tensões aumentando ainda mais em decorrência da guerra no Irã. Trump, ao longo de seu mandato, tem criticado publicamente os aliados da NATO por não apoiarem as operações norte-americanas no Oriente Médio e chegou a ameaçar a possibilidade de uma saída dos EUA da aliança.
Quando questionado sobre se a guerra do Irã poderia desviar armas e equipamentos militares dos EUA da Ucrânia e da Europa em direção ao Oriente Médio, comprometendo a segurança europeia, Sprūds reconheceu a existência de "potenciais carências". "É possível que haja alguma escassez, e alguns países já admitiram que, na verdade, estamos enfrentando alguns atrasos", observou, atribuindo essas dificuldades a limitações mais amplas na indústria de defesa global.
Antes dos ataques iniciais ao Irã, no final de fevereiro, os EUA realizaram o maior aumento de recursos militares no Oriente Médio desde a invasão do Iraque, em 2003. Isso gerou preocupações sobre possíveis escassezes em outras regiões. Autoridades norte-americanas alertaram algumas nações europeias sobre possíveis atrasos nas entregas de armas fabricadas nos EUA, em um cenário de escassez de estoques, com os países nórdicos e bálticos sendo especialmente vulneráveis.
Sprūds também mencionou a disposição da Europa em contribuir para a reabertura do Estreito de Ormuz, uma via fluvial estratégica que tem estado praticamente fechada nos últimos dois meses devido às hostilidades no Oriente Médio, o que provocou um choque energético global. Ele afirmou que a Letônia está pronta para ajudar nos esforços europeus assim que as hostilidades cessarem. França e Reino Unido estão à frente dos esforços para preparar uma missão no Estreito, com os planejadores militares da NATO desenvolvendo os detalhes do plano. Embora as informações sobre esses planos sejam limitadas, os responsáveis ressaltam que o foco será na restauração da livre navegação e nas operações de desminagem.
Por fim, Sprūds também celebrou o início do processo para desbloquear um empréstimo de 90 bilhões de euros da UE para a Ucrânia, além do 20º pacote de sanções contra a Rússia. Embora o empréstimo seja considerado "crucial", ele fez um apelo por mais ações.