
MinC e MMA: Parcerias para Cultura e Clima no Brasil
Parcerias com Iphan e Ibram preveem ações em todo o país, com foco em sustentabilidade e preservação do patrimônio
Reprodução Redes Sociais
O Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) firmaram acordos significativos em 30 de março de 2026, destacando a integração entre cultura e ação climática no Brasil. As parcerias, que envolvem o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), buscam implementar ações conjuntas em várias regiões do país.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltou a importância dessa iniciativa e como a pauta climática começou a ser trabalhada de forma mais intensa desde 2024. “Estou muito feliz de formalizar essa cooperação técnica”, declarou.
Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, também enfatizou a relevância dessa colaboração, que pode gerar projetos concretos para preservar a memória ambiental do Brasil. “Que não seja algo apenas cenográfico, mas que se mantenha vivo e dinâmico”, afirmou, referindo-se à proposta de transformar espaços relacionados a Chico Mendes em memória ativa.
Os acordos têm como objetivo promover ações integradas entre cultura e meio ambiente, aumentando a conscientização sobre a urgência da mudança climática e protegendo o patrimônio cultural. As iniciativas incluem a preservação de espaços de memória, capacitação de gestores culturais e produção de materiais de referência.
Dentre as áreas de atuação, destacam-se a integração de dados ambientais e culturais, gestão de riscos ao patrimônio material e intercâmbio técnico. Também estão previstas medidas de adaptação climática nas políticas de preservação, visando equilibrar a proteção ambiental e a preservação do patrimônio histórico.
No setor museológico, o acordo com o Ibram busca fortalecer a sustentabilidade nas instituições de memória e melhorar a gestão museológica, alinhando práticas culturais às agendas ambiental, social e econômica. Fernanda Castro, presidenta do Ibram, destacou a importância de resgatar histórias antes que elas se tornem invisíveis, mencionando o legado de Chico Mendes. Leandro Grass, presidente do Iphan, reforçou que o patrimônio deve ser uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento sustentável.
