MinC Destaca Importância da Chapada do Araripe no VII Seminário
Ministério da Cultura reforça apoio à candidatura da Chapada do Araripe como Patrimônio da Humanidade em seminário recente.

Cultura, patrimônio e natureza entrelaçados. Entre os dias 21 e 23 de maio de 2026, o Ministério da Cultura (MinC) participou ativamente do VII Seminário Internacional da Chapada do Araripe, uma região que busca reconhecimento como Patrimônio da Humanidade. O evento ocorreu na Fundação Casa Grande, em Nova Olinda (CE), reunindo importantes representantes, como Deyvesson Gusmão, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e Fabiano Piúba, secretário de Formação Artística e Cultural do MinC. Eles discutiram pautas relevantes para a região e a importância da candidatura da Chapada do Araripe.
Um dos destaques do seminário foi a apresentação dos detalhes da candidatura da Chapada do Araripe, que visa obter o reconhecimento internacional. Além disso, foram anunciados cursos voltados à arqueologia social e à formação de agentes culturais e ambientais.
Deyvesson Gusmão enfatizou a importância da Chapada, afirmando: “Estar aqui é entrar nessa rede de afeto. Esse espaço tem a capacidade de mobilizar a comunidade, fazendo com que as causas da região se tornem nossas também.” Ele reafirmou o compromisso de dar institucionalidade ao processo de reconhecimento da Chapada como patrimônio mundial.
O presidente do Iphan também destacou que a candidatura é prioridade para o presidente Lula e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltando a colaboração entre instituições e cidadãos para enfrentar os desafios do processo.
“Estamos buscando evidenciar uma solução pública através do reconhecimento da Chapada do Araripe como patrimônio mundial. É um exemplo de conservação e proteção do patrimônio cultural,” afirmou Gusmão.
O foco agora é conquistar a chancela definitiva, o que requer mobilização social e esforço intelectual na elaboração do dossiê. O secretário também anunciou duas iniciativas de formação em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade Federal do Cariri (UFCA). A primeira oferece cursos híbridos de 180 horas para 200 profissionais, abordando diversidade cultural e justiça socioambiental. A segunda é um curso de Pós-graduação Lato Sensu em Arqueologia, parte da proposta de formação.
