
Microsoft Defender Expande Suporte ao Linux em Desktops
A nova versão do Microsoft Defender para Linux visa proteger ambientes corporativos, oferecendo segurança robusta para desktops, mas requer licença específica.
Desktops Linux recebem Microsoft Defender (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A Microsoft deu um passo importante ao lançar o Microsoft Defender para computadores que rodam Linux. Essa novidade, agora disponível em prévia pública, tem como público-alvo principal desenvolvedores, engenheiros de software e equipes de segurança que utilizam o sistema em suas estações de trabalho.
A proposta da plataforma de segurança da gigante de tecnologia é oferecer suporte a profissionais de TI que precisam interagir com repositórios de código, ambientes de nuvem e várias ferramentas internas de desenvolvimento. É importante destacar que, por se tratar de uma solução voltada ao mercado corporativo, o uso do recurso exige uma licença específica. Assim, ele não estará acessível de forma gratuita para usuários domésticos do sistema operacional.
Essa nova oferta marca a continuidade de uma expansão que teve início em meados de 2019. O objetivo é claro: centralizar a proteção de ambientes corporativos na mesma plataforma. Começando com o ATP para macOS, a Microsoft lançou, no ano seguinte, versões para iOS e Android, culminando agora com o Microsoft Defender para Endpoint no Linux, que serve como base para essa nova versão voltada para desktops.
Até então, as empresas que utilizavam o Defender para monitorar servidores Linux encontravam dificuldades em aplicar o mesmo suporte para desktops que operam com o sistema. Isso resultava em parte dos dispositivos utilizados nos processos ficando fora da proteção oferecida pela ferramenta.
Vale ressaltar que o risco não se limita apenas aos arquivos armazenados em cada computador. A Microsoft alerta que essas máquinas podem ter acesso a ambientes de nuvem, contêineres, repositórios privados e ferramentas de integração e entrega contínua (CI/CD), que são essenciais para testar e distribuir programas. Portanto, um ataque a um desses desktops pode se transformar em um ponto de partida para invasões a outros sistemas.
A versão para desktops emprega os mesmos recursos de segurança que já estão disponíveis na implementação para servidores Linux. Além disso, a instalação segue os mesmos pacotes e métodos de implantação da versão para servidores, sendo compatível com diversas distribuições Linux, como Ubuntu, Debian, Fedora, Red Hat Enterprise Linux (RHEL), CentOS, CentOS Stream e Amazon Linux.
Para integrar desktops rodando Linux à plataforma, é necessário adquirir uma das opções de licenciamento disponíveis.
Atualizado há 1 hora
A Microsoft anunciou que o suporte aos desktops está incluído nas licenças Microsoft Defender for Endpoint Plano 2 (P2), Microsoft 365 E5 e Microsoft 365 E7. Além disso, a empresa destacou que a mesma abordagem de instalação utilizada nos servidores Linux pode ser aplicada para configurar o Defender nos computadores de trabalho. A novidade está disponível em prévia pública e ainda não há informações sobre quando deixará a fase de testes. Essa expansão é parte de uma estratégia mais ampla da Microsoft, que já considerou o Linux uma ameaça, mas agora busca integrar o sistema operacional em suas soluções de segurança e nuvem.
