México Solicita Provas de Disparos na Fronteira com os EUA

Presidente Claudia Sheinbaum pede evidências sobre tiros supostamente disparados do México, destacando a colaboração entre os países em segurança.

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Por Reuters — Cidade do México

05/10/2026 13h44 Atualizado 05/10/2026 13h44

Na última segunda-feira, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, fez uma declaração importante. Ela afirmou que o governo mexicano requisitou às autoridades dos Estados Unidos provas de que disparos direcionados a funcionários americanos na região da fronteira teriam se originado do lado mexicano. De acordo com Sheinbaum, até o momento, as forças de segurança do México não registraram nenhum incidente dessa natureza.

“Solicitamos evidências, pois não temos informações que sustentem essa alegação”, comentou a presidente em sua coletiva de imprensa cotidiana. Ela destacou que nenhum membro da Guarda Nacional, do Exército ou da Marinha presenciou tiros sendo disparados da área mexicana em direção aos Estados Unidos.

Essas declarações vieram à tona um dia após o embaixador dos EUA no México, Ronald Johnson, ter postado no X que “tiros foram disparados contra efetivos da Guarda Costeira dos EUA” em uma região de fronteira que abrange Tamaulipas, no México, e o estado do Texas. Além disso, no domingo, o governo mexicano anunciou o deslocamento de tropas da Guarda Nacional e do Exército para uma operação conjunta chamada “Operação Espelho”.

Esse incidente acontece em um contexto em que EUA e México estão intensificando a cooperação em questões de segurança. Vale ressaltar que Sheinbaum já havia rejeitado, em várias ocasiões, a ideia de qualquer forma de intervenção militar em seu país.

“Não encontramos evidências de que tiros foram disparados na região, mas, para prevenir qualquer eventualidade, decidimos realizar a Operação Espelho” na área da fronteira mencionada, afirmou a presidente mexicana.

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