Meta sob pressão do TSE: Disputa eleitoral se intensifica
Com eleições se aproximando, TSE e Meta debatem impacto dos algoritmos nas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.
21/10/2026, 07h17 (Atualizado em 21/10/2026)
Na última terça-feira, dia 20, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se reuniu com representantes da Meta e as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. O objetivo do encontro foi discutir como os algoritmos podem impactar as eleições. Um dado alarmante chamou a atenção: os gastos eleitorais com publicidade na Meta dispararam, passando de R$ 23 milhões em 2018 para impressionantes R$ 290 milhões em 2026. Esse aumento expressivo levanta questões sobre o papel das redes sociais no cenário político Eleições 2026: Campanhas Investem R$ 290 Milhões na Meta atual.
Durante a mesma reunião, o Comitê de Supervisão da Meta expressou preocupações sobre falhas na aplicação das normas eleitorais. O órgão exigiu mais clareza e transparência da empresa, especialmente em um momento tão crítico. Com apenas quatro dias para as eleições, o TSE tem intensificado suas conversas com a Meta e as campanhas, buscando esclarecer dúvidas sobre o funcionamento dos algoritmos nas redes sociais e possíveis desvantagens que isso poderia trazer para os candidatos. O ambiente é tenso, marcado por uma série de disputas judiciais que envolvem o uso das plataformas digitais nas TSE dá 24 horas para Meta garantir igualdade em campanhas... campanhas.
Naquela noite, advogados das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se reuniram com representantes da Meta e membros da Justiça Eleitoral. Essa conversa foi motivada por uma ação do PT, que alegou que a atuação da plataforma prejudicou a campanha do presidente Lula. O intuito do encontro era esclarecer as posições da Meta e permitir que todas as partes envolvidas apresentassem suas questões antes que uma possível decisão fosse tomada.
A equipe de Flávio Bolsonaro também se fez presente, buscando garantir que seus próprios prejuízos em relação à atuação da Meta não fossem ignorados e que a narrativa não favorecesse apenas o PT. Esse impasse pode levar a novos desdobramentos legais, incluindo ações que poderiam resultar em sanções eleitorais, dependendo do que for decidido.
Além da discussão em torno da Meta, as campanhas estão ativas em diversas frentes judiciais, especialmente no que diz respeito à circulação de conteúdo político nas redes sociais e à influência dos algoritmos. Na mesma noite, uma nova petição foi apresentada ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, abordando questões relacionadas a canais associados à campanha de Lula, que incluem menções ao deputado André Janones. Esse tema já havia sido alvo de diferentes decisões judiciais, com intervenções tanto do ministro quanto da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral, evidenciando a complexidade da situação.
A sucessão de decisões e recursos ilustra as dificuldades enfrentadas quando se trata de propaganda eleitoral na internet. A campanha de Flávio Bolsonaro também levantou preocupações sobre uma suposta manipulação dos algoritmos do Google, o que só intensifica o debate. Diante desse cenário, surgem questionamentos sobre a capacidade da Justiça Eleitoral em lidar com os desafios que as plataformas digitais impõem, especialmente em um momento tão crucial como o atual. Embora a inteligência artificial tenha se tornado uma preocupação central no processo eleitoral, as discussões sobre algoritmos e suas possíveis consequências ainda estão longe de serem resolvidas.