Mercado de Medicamentos para Emagrecimento Pode Chegar a US$ 22 Bi
Estudo aponta que Brasil, China e Índia lideram crescimento do setor, com potencial de expansão significativo até 2035.
23/10/2026 - 11h12
Atualizado há poucos minutos
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Em um estudo recente do J.P. Morgan, foi revelado que o mercado de medicamentos para emagrecimento na China, Índia e Brasil, atualmente avaliado em aproximadamente US$ 6,6 bilhões, tem potencial para crescer para impressionantes US$ 22 bilhões até 2035. Esse aumento é impulsionado pela maior acessibilidade financeira e pelo acesso mais amplo a tratamentos, beneficiando uma quantidade significativa de pacientes ainda não atendidos.
Os analistas do J.P. Morgan, sob a liderança de Yang Huang, estimam que esse setor pode crescer a uma taxa anual de 15% até 2035, especialmente devido ao alarmante aumento de casos de diabetes e obesidade nessas regiões.
Medicamentos como Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk, além do Zepbound, da Eli Lilly, estão se tornando opções populares para emagrecimento e tratamento do diabetes globalmente.
A China e a Índia possuem algumas das maiores populações de diabéticos do mundo, representando mais de 25% e 15% dos casos diagnosticados, respectivamente. Além disso, enfrentam um aumento significativo nas taxas de obesidade. Na China, a população com sobrepeso e obesidade pode ultrapassar 65% até 2030, enquanto na Índia, a taxa de obesidade entre adultos deve chegar a 11% até 2035.
“O GLP-1 está fazendo a transição de ser uma tendência em mercados desenvolvidos para uma história de acesso mais global”, afirmaram os analistas.
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Com a expiração de patentes, o lançamento de versões genéricas e a redução de preços promovida por políticas públicas, a acessibilidade aos medicamentos GLP-1 está melhorando, levando os três mercados a um destino semelhante.
MERCADOS INEXPLORADOS
No entanto, a adoção do GLP-1 em muitos mercados emergentes ainda é baixa, principalmente devido a questões de acessibilidade. Na China, a penetração é inferior a 0,1%, enquanto na Índia não ultrapassa 0,2%, em comparação com os 4% a 5% observados nos Estados Unidos.
Embora o Brasil seja atualmente o maior dos três mercados, as previsões indicam que a penetração dos medicamentos para obesidade pode atingir apenas 7% a 8% da população obesa até 2035, em contraste com cerca de 30% nos EUA.
O J.P. Morgan projeta que a China deve ultrapassar o Brasil até 2027, com seu mercado alcançando US$ 13,7 bilhões até 2035, em comparação com os US$ 8 bilhões do Brasil, impulsionado pela alta incidência de diabetes e pelas políticas de reembolso mais abrangentes para terapias com GLP-1.
Para a Índia, a situação é mais desafiadora. A corretora aponta que atitudes conservadoras em relação aos medicamentos GLP-1, somadas a preocupações financeiras, ainda são barreiras significativas à adoção. A hesitação em relação aos tratamentos injetáveis, aliada a mudanças culturais lentas, também contribui para esse cenário.
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A corretora ainda destacou a Innovent, da China, e a Divi’s Laboratories, reafirmando a importância de se observar esses mercados em evolução.