Mendonça se reúne com PF para avançar na investigação do Master
Foi a primeira reunião do ministro sobre o caso após assumir relatoria do inquérito, no lugar de Dias Toffoli.
Na manhã desta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve uma reunião com representantes da Polícia Federal (PF). O objetivo desse encontro foi se inteirar sobre as investigações relacionadas ao Banco Master. A conversa se estendeu por cerca de duas horas, durante as quais o ministro e os delegados discutiram e definiram os próximos passos na investigação. Este foi o primeiro contato de Mendonça com o inquérito que investiga as fraudes ocorridas no Master, e a partir de agora, ele assumirá a liderança dos procedimentos que se desenrolarão. O ministro, cabe destacar, também é o relator do inquérito que aborda os descontos indevidos nas mensalidades associativas que afetaram aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Vale lembrar que Mendonça se tornou relator desse caso na quinta-feira, 12 de fevereiro, após o colega Dias Toffoli solicitar sua saída da relatoria. Essa decisão foi tomada em uma reunião onde os ministros da Corte foram informados sobre menções ao nome de Toffoli em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, o banqueiro dono do Master, cujo aparelho foi apreendido durante uma operação da PF. Em novembro de 2025, Vorcaro e outros indivíduos foram alvo da Operação Compliance Zero, que a PF deflagrou para investigar a concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master. Essa operação também inclui a tentativa de venda da instituição financeira para o Banco de Brasília (BRB), um banco público vinculado ao governo do Distrito Federal. As investigações, segundo informações coletadas, indicam que as fraudes podem alcançar a impressionante cifra de R$ 17 bilhões. Há muito mais para explorar sobre este tema.
Atualizado há 10 horas
Mendonça autorizou a Polícia Federal a retomar as investigações sobre as fraudes no Banco Master, permitindo a realização de perícias e diligências necessárias, como a coleta de depoimentos. A PF está realizando perícia em cerca de 100 dispositivos eletrônicos e solicitou o compartilhamento de informações com outras áreas da corporação para agilizar o trabalho, o que foi autorizado por Mendonça sob a condição de manter o sigilo. A instauração de novas investigações sobre o Master só poderá ocorrer com autorização expressa do relator.