Mariana Mazzucato Explora Raízes do Samba e Economia Criativa
Agenda de pesquisa percorre Cidade do Samba, Sapucaí e quadra do Salgueiro para analisar o Carnaval como economia criativa contínua e produtora de valor público

ECONOMIA DA CULTURA
Foto: Luciele Oliveira/ MinC
"Quando falamos sobre cultura, frequentemente a primeira coisa que vem à mente é que ela precisa de mais apoio financeiro.
Porém, a cultura também nos oferece uma oportunidade de refletir sobre como e por que devemos financiar determinadas iniciativas." Essa observação da economista Mariana Mazzucato captura bem o espírito da imersão realizada nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2026, no Rio de Janeiro. O evento fez parte de uma missão internacional promovida pelo Ministério da Cultura (MinC), que buscou analisar o Carnaval brasileiro como uma política pública essencial, uma economia criativa em constante evolução e uma fonte de valor público.
Essa missão é resultado de uma colaboração entre o MinC e o Institute for Innovation and Public Purpose (IIPP) da University College London (UCL), instituição que Mazzucato lidera, com o apoio técnico da UNESCO. As atividades estão programadas para acontecer no Rio de Janeiro, em Brasília e em Salvador.
No Rio, a programação se concentrou em áreas onde o Carnaval é uma atividade presente durante o ano todo.
A comitiva visitou a Cidade do Samba, o Sambódromo da Marquês de Sapucaí e a quadra da Acadêmicos do Salgueiro. Essas visitas revelaram a festa como uma infraestrutura cultural dinâmica, que gera emprego, criatividade, aprendizado, conexões comunitárias e movimentação econômica de forma contínua.
Na Cidade do Samba, os participantes puderam observar de perto os últimos preparativos para os desfiles, percebendo o intenso ritmo de trabalho nos barracões, onde figurinos, alegorias e fantasias são finalizados nos dias que antecedem a grande apresentação. Esse espaço destacou o Carnaval como um sistema complexo de produção cultural, que envolve inovação, conhecimento técnico, colaboração e um trabalho incessante ao longo do ano.
Durante a visita, o carnavalesco Tiago Martins compartilhou seu processo criativo, que abrange desde a pesquisa do enredo até a realização do desfile. Com uma trajetória que começou aos 17 anos, ele enfatizou como o Carnaval se constrói por meio da adaptação contínua, da experimentação e do ousar criar.
“Há um contraste imenso entre o que se vê aqui, no chão de fábrica do Carnaval, e o que é apresentado nas grandes produções da indústria cultural global. Aqui, tudo surge da possibilidade de criar, agregar, adaptar e assumir riscos maiores”, observou.
Para Mariana Mazzucato, a imersão trouxe à tona aspectos da economia criativa que ainda não são totalmente compreendidos pelas políticas públicas convencionais. Ela argumentou que o Carnaval é um exemplo poderoso de criação de valor coletivo e de uma economia voltada para o bem comum.
“O Carnaval reúne diversas maneiras de pensar, trabalhar e criar em torno de um interesse coletivo. Ele nos ajuda a perceber como as artes e a cultura podem ocupar um lugar central na economia”, afirmou.
A pesquisadora ainda ressaltou que a visita aos barracões e aos processos produtivos revelou uma dinâmica de trabalho e aprendizado muito sofisticada. “O que testemunhamos aqui é uma combinação impressionante de desenvolvimento de habilidades, redes colaborativas, coesão social e participação ativa.”
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A comitiva também visitou o Simpatia É Quase Amor, tradicional bloco de Ipanema. Este bloco é um ícone de resistência política, identidade e consciência cultural, expressando o Carnaval como espaço de participação política, identidade urbana e construção coletiva. Ele reúne trabalhadores da cultura, músicos, produtores e foliões em uma organização que se renova a cada ano.
Em seguida, Mariana Mazzucato e o grupo acompanharam o ensaio de pré-Carnaval da Bangalafumenga, bloco e banda reconhecidos pela fusão entre funk, samba e outros ritmos brasileiros. A atividade aconteceu na Fundição Progresso, onde a missão pôde observar, em tempo real, a dinâmica de criação musical, organização coletiva e preparação dos blocos para o Carnaval de rua. Ao visitar o ensaio, a economista reconheceu a pluralidade dos territórios e evidenciou o Carnaval como laboratório permanente de inovação musical, formação de redes criativas e geração de trabalho cultural contínuo.
A Fundição Progresso, reconhecida como o maior centro cultural independente do Rio de Janeiro, opera com administração e investimento integralmente privados, sem repasses diretos de recursos públicos para manutenção. A gestão combina atividades com e sem fins lucrativos, utilizando a receita de eventos de maior porte para viabilizar ações culturais de menor custo e acesso popular.
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A comitiva também visitou o Simpatia É Quase Amor, tradicional bloco de Ipanema. Este bloco é um ícone de resistência política, identidade e consciência cultural, expressando o Carnaval como espaço de participação política, identidade urbana e construção coletiva, reunindo trabalhadores da cultura, músicos, produtores e foliões em uma organização que se renova a cada ano.
Em seguida, Mariana Mazzucato e o grupo acompanharam o ensaio de pré-Carnaval da Bangalafumenga, bloco e banda reconhecidos pela fusão entre funk, samba e outros ritmos brasileiros. A atividade aconteceu na Fundição Progresso, onde a missão pôde observar, em tempo real, a dinâmica de criação musical, organização coletiva e preparação dos blocos para o Carnaval de rua. Ao visitar o ensaio, a economista reconheceu a pluralidade dos territórios e evidenciou o Carnaval como laboratório permanente de inovação musical, formação de redes criativas e geração de trabalho cultural contínuo.
Segundo Mazzucato, a experiência com os blocos de rua e com os pontos urbanos de cultura revela uma dimensão essencial do valor público produzido pelo Carnaval. “É uma economia viva, baseada em conhecimento, cooperação e criação coletiva, algo que os governos, historicamente, ainda têm dificuldade de reconhecer e valorizar.”
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A comitiva também visitou o Simpatia É Quase Amor, tradicional bloco de Ipanema. Este bloco é um ícone de resistência política, identidade e consciência cultural, expressando o Carnaval como espaço de participação política, identidade urbana e construção coletiva. Em seguida, Mariana Mazzucato e o grupo acompanharam o ensaio de pré-Carnaval da Bangalafumenga, bloco e banda reconhecidos pela fusão entre funk, samba e outros ritmos brasileiros. A atividade aconteceu na Fundição Progresso, onde a missão pôde observar, em tempo real, a dinâmica de criação musical, organização coletiva e preparação dos blocos para o Carnaval de rua. Ao visitar o ensaio, a economista reconheceu a pluralidade dos territórios e evidenciou o Carnaval como laboratório permanente de inovação musical, formação de redes criativas e geração de trabalho cultural contínuo.
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A comitiva também visitou o Simpatia É Quase Amor, tradicional bloco de Ipanema. Este bloco é um ícone de resistência política, identidade e consciência cultural, expressando o Carnaval como espaço de participação política, identidade urbana e construção coletiva, reunindo trabalhadores da cultura, músicos, produtores e foliões em uma organização que se renova a cada ano.
Em seguida, Mariana Mazzucato e o grupo acompanharam o ensaio de pré-Carnaval da Bangalafumenga, bloco e banda reconhecidos pela fusão entre funk, samba e outros ritmos brasileiros. A atividade aconteceu na Fundição Progresso, onde a missão pôde observar, em tempo real, a dinâmica de criação musical, organização coletiva e preparação dos blocos para o Carnaval de rua. Ao visitar o ensaio, a economista reconheceu a pluralidade dos territórios e evidenciou o Carnaval como laboratório permanente de inovação musical, formação de redes criativas e geração de trabalho cultural contínuo.
Segundo Mazzucato, a experiência com os blocos de rua e com os pontos urbanos de cultura revela uma dimensão essencial do valor público produzido pelo Carnaval. “É uma economia viva, baseada em conhecimento, cooperação e criação coletiva, algo que os governos, historicamente, ainda têm dificuldade de reconhecer e valorizar.”
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A comitiva também visitou o Simpatia É Quase Amor, tradicional bloco de Ipanema. Este bloco é um ícone de resistência política, identidade e consciência cultural, expressando o Carnaval como espaço de participação política e construção coletiva. Em seguida, Mariana Mazzucato e o grupo acompanharam o ensaio de pré-Carnaval da Bangalafumenga, bloco e banda reconhecidos pela fusão entre funk, samba e outros ritmos brasileiros. A atividade aconteceu na Fundição Progresso, onde a missão pôde observar, em tempo real, a dinâmica de criação musical e organização coletiva. Segundo Mazzucato, a experiência com os blocos de rua revela uma dimensão essencial do valor público produzido pelo Carnaval, uma economia viva baseada em conhecimento e cooperação.
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A agenda em Brasília incluiu diálogos com a Presidência da COP 30, os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Meio Ambiente (MMA), da Gestão e da Inovação (MGI), da Fazenda e do Planejamento, além de instituições vinculadas ao MinC e parceiros públicos e privados. A proposta, segundo a economista, é reforçar a compreensão de que a cultura e a economia criativa atravessam áreas como meio ambiente, nova indústria e inovação, consolidando a política cultural como política de desenvolvimento.
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A comitiva também visitou o Simpatia É Quase Amor, tradicional bloco de Ipanema. Este bloco é um ícone de resistência política, identidade e consciência cultural, expressando o Carnaval como espaço de participação política, identidade urbana e construção coletiva. Em seguida, Mariana Mazzucato e o grupo acompanharam o ensaio de pré-Carnaval da Bangalafumenga, bloco e banda reconhecidos pela fusão entre funk, samba e outros ritmos brasileiros. A atividade aconteceu na Fundição Progresso, onde a missão pôde observar, em tempo real, a dinâmica de criação musical, organização coletiva e preparação dos blocos para o Carnaval de rua. Ao visitar o ensaio, a economista reconheceu a pluralidade dos territórios e evidenciou o Carnaval como laboratório permanente de inovação musical, formação de redes criativas e geração de trabalho cultural contínuo.
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Durante sua agenda em Brasília, Mariana Mazzucato defendeu uma mudança profunda na forma como a cultura e a economia criativa são compreendidas e incorporadas às políticas públicas. Em encontros interministeriais, ela destacou que a cultura não deve ser tratada como custo, mas como investimento estratégico para o desenvolvimento econômico, social e sustentável. Mazzucato ressaltou a necessidade de superar métricas tradicionais de avaliação econômica, propondo medidas dinâmicas que valorizem a cultura como um alicerce para reimaginar futuros alternativos e fortalecer a identidade cívica.
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A comitiva também visitou o Simpatia É Quase Amor, tradicional bloco de Ipanema. Ícone de resistência política, identidade e consciência cultural, o Simpatia expressa o Carnaval como espaço de participação política, identidade urbana e construção coletiva, reunindo trabalhadores da cultura, músicos, produtores e foliões em uma organização que se renova a cada ano.
Em seguida, Mariana Mazzucato e o grupo acompanharam o ensaio de pré-Carnaval da Bangalafumenga, bloco e banda reconhecidos pela fusão entre funk, samba e outros ritmos brasileiros. A atividade aconteceu na Fundição Progresso, onde a missão pôde observar, em tempo real, a dinâmica de criação musical, organização coletiva e preparação dos blocos para o Carnaval de rua. Ao visitar o ensaio, a economista reconheceu a pluralidade dos territórios e evidenciou o Carnaval como laboratório permanente de inovação musical, formação de redes criativas e geração de trabalho cultural contínuo.
Segundo Mazzucato, a experiência com os blocos de rua e com os pontos urbanos de cultura revela uma dimensão essencial do valor público produzido pelo Carnaval. “É uma economia viva, baseada em conhecimento, cooperação e criação coletiva, algo que os governos, historicamente, ainda têm dificuldade de reconhecer e valorizar.”
Reconhecida como o maior centro cultural independente do Rio de Janeiro, a Fundição Progresso foi criada em 1982 a partir da mobilização cultural que impediu a demolição de uma antiga área industrial na Lapa. O espaço opera com administração e investimento integralmente privados, sem repasses diretos de recursos públicos para manutenção. A gestão combina atividades com e sem fins lucrativos, utilizando a receita de eventos de maior porte para viabilizar ações culturais de menor custo e acesso popular.
Segundo a gestora do espaço, Cristina Nogueira, a sustentabilidade do espaço depende desse equilíbrio. “A Fundição se mantém a partir da própria atividade cultural. Grandes eventos ajudam a viabilizar ensaios, formações e projetos que não teriam como acontecer sozinhos, garantindo acesso sem perder a sustentabilidade.”
À frente dos projetos de arte, cultura, educação e meio ambiente da Fundição, Vanessa Damasco explicou que a relação com os blocos é mediada por uma coordenação cultural interna, que avalia cada demanda conforme a viabilidade técnica e o perfil da atividade. “Quando há venda de ingressos, como no ensaio da Bangalafumenga, ou em aulas, uma porcentagem fica com a casa. Quando não há venda, a gente faz um cálculo básico dos custos operacionais. A ideia é acolher os blocos e manter o espaço funcionando.”
Além da dimensão cultural, as gestoras destacaram iniciativas ambientais consideradas de vanguarda, como o reuso da água da chuva, uma usina de reciclagem e a implantação de um jardim de chuva, solução baseada na natureza para reduzir alagamentos urbanos.
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A comitiva também participou de encontros interministeriais em Brasília, onde Mariana Mazzucato apresentou seu estudo sobre economia criativa e dialogou com gestores do setor público, privado e parceiros institucionais. Ela destacou a importância de ver a cultura não apenas como um setor, mas como central para o desenvolvimento econômico, social e sustentável. Mazzucato defendeu que a cultura deve ser tratada como um investimento estratégico e propôs superar métricas econômicas tradicionais, enfatizando que a arte e a cultura são alicerces para reimaginar futuros alternativos e fortalecer a identidade cívica.
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A agenda da economista Mariana Mazzucato no Brasil incluiu encontros interministeriais em Brasília, onde ela apresentou seu estudo sobre economia criativa e dialogou com gestores do setor público, privado e parceiros institucionais. Mazzucato destacou que a cultura não deve ser tratada como custo, mas como um investimento estratégico para o desenvolvimento econômico, social e sustentável. Ela defendeu que a cultura e a economia criativa devem ser compreendidas de forma mais ampla, superando métricas tradicionais e estáticas de avaliação econômica. Segundo a economista, a arte e a cultura podem ser simultaneamente um meio e um fim, servindo como objetivo da política econômica e precondição para a transformação econômica. A visita de Mazzucato também incluiu diálogos com a Presidência da COP 30 e diversos ministérios, reforçando a compreensão de que a cultura atravessa áreas como meio ambiente, nova indústria e inovação.
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A comitiva também visitou o Simpatia É Quase Amor, tradicional bloco de Ipanema. Este bloco é um ícone de resistência política, identidade e...
