María Machado Retorna à Venezuela Após 10 Meses de Exílio

A volta da líder oposicionista acontece em um clima político tenso, com repercussões internacionais e apoio popular.

•1 min de leitura•Fonte original
María Machado Retorna à Venezuela Após 10 Meses de Exílio
Reprodução Redes Sociais

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, está de volta ao seu país em meio a um cenário político tenso, após mais de 10 meses de exílio. "Estou aqui. Com vocês", escreveu Machado em sua conta no X no último domingo. Poucos minutos depois, seu aliado e ex-candidato presidencial, Edmundo González Urrutia, confirmou a notícia, dizendo: "Estou emocionado em anunciar que nossa líder, minha querida María Corina, está em solo venezuelano." Vale lembrar que em janeiro, apenas um mês depois de deixar a Venezuela para receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega, o governo dos Estados Unidos tomou medidas contra seu oponente, o presidente Nicolás Maduro. Naquele período, a administração de Trump apoiou a vice-presidente Delcy Rodríguez, que foi empossada como presidente interina e assinou um acordo de petróleo com os EUA. Esse é um relato em desenvolvimento, e mais detalhes serão divulgados em breve. Fique atento e atualize a página para acessar a versão completa. Se você deseja receber notícias de última hora diretamente no seu smartphone ou tablet, pode baixar o aplicativo da BBC News. Além disso, siga @BBCBreaking no X para receber os alertas mais recentes.

Atualizado há 11 horas

Nos últimos três meses, Machado tentou regressar pelo menos sete vezes, por ar, mar e terra, a partir dos Estados Unidos, do Panamá e de Curaçau. Os planos caíram por terra uma e outra vez, entre cancelamentos à última hora, problemas com os voos e obstáculos que nunca chegaram a ser esclarecidos. Para Machado, voltar era muito mais do que uma questão pessoal. Passara meses a tentar recuperar o seu lugar no tabuleiro político venezuelano, enquanto as conversações sobre o futuro do país avançavam sem que pudesse participar diretamente a partir de dentro. Nesta mesma semana, a dirigente fez um apelo à mobilização cidadã e exigiu a marcação de uma data para as eleições presidenciais, uma das suas principais reivindicações perante o Governo de Delcy Rodríguez. Em Caracas, para já, Delcy Rodríguez ainda não reagiu publicamente ao regresso da sua principal adversária política. O silêncio contrasta com as declarações que tinham chegado do chavismo nas últimas semanas. No início de outubro, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, desvalorizou a hipótese de Machado regressar. “O que é que a impede de vir? Que venha! Qual é o problema, então?”, afirmou na altura. Machado, por seu lado, tinha acusado o Governo de Rodríguez de temer o seu regresso. Agora, com a dirigente de novo na Venezuela, a incógnita já não é quando conseguirá voltar, mas antes que papel poderá desempenhar num cenário político marcado pelas negociações entre o chavismo, vários setores da oposição e os Estados Unidos.

Compartilhar: