Marca Processada por Vender Barra de Proteína com Gordura Oculta
Empresa é acusada de omitir calorias reais na barra de proteína e de apresentar valores nutricionais distorcidos no rótulo
Uma marca de barras de proteína, reconhecida por seu valor nutricional considerado "impressionante" — com 0 gramas de açúcar, 28 gramas de proteína e apenas 150 calorias — conquistou o paladar do público norte-americano nos últimos meses. No entanto, a situação mudou drasticamente na semana passada, quando um processo judicial revelou que essas barrinhas poderiam conter até 83% mais calorias e 400% mais gordura do que o indicado nos rótulos. Isso gerou uma onda de indignação entre os consumidores.
De acordo com os rótulos, cada porção supostamente tem 28 g de proteína, 150 calorias e 2,5 g de gordura. Entretanto, o laboratório Anresco, acreditado pela FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA), descobriu que as barras na verdade contêm de 78% a 83% mais calorias e até 400% mais gordura do que o declarado. Esses resultados vão contra as normas da FDA, que estipulam que o conteúdo nutricional deve estar dentro de uma margem de 20% dos valores reais.
Em resposta a essas alegações, Peter Rahal, CEO da David Protein, defendeu a marca, alegando que as acusações são "simplesmente erradas" e baseadas em uma interpretação enganosa de como as calorias devem ser calculadas para certos ingredientes segundo os regulamentos de rotulagem nos EUA. Além disso, testes independentes sugerem que as barras podem ter menos proteína do que o anunciado e, pior, podem causar desconforto gastrointestinal.
Curiosamente, após uma enxurrada de comparações nas redes sociais com a famosa barra de proteína do filme "Meninas Malvadas", a marca decidiu entrar na brincadeira e respondeu parodiando uma cena icônica do filme de 2004. Assim, enquanto a marca tentava manter sua imagem, a controvérsia trouxe à tona questões importantes sobre transparência e responsabilidade na rotulagem de produtos alimentícios.
