Manaus: Crise de Poluição do Ar Aumenta por Queimadas

Defesa Civil emite alerta sobre a qualidade do ar em Manaus, que atinge níveis críticos devido a queimadas no interior do Amazonas.

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Manaus: Crise de Poluição do Ar Aumenta por Queimadas
© REUTERS/Bruno Kelly/Proibida reprodução

A qualidade do ar em Manaus se deteriorou a níveis alarmantes, levando a Defesa Civil a emitir alertas sobre os riscos à saúde nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026. A fumaça densa que tem afetado a cidade nos últimos dias é resultante de queimadas em municípios do interior do Amazonas.

Logo pela manhã, a medição do ar revelou 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado fino (MP2,5), uma substância que pode ser bastante prejudicial à saúde humana. É importante ressaltar que níveis acima de 160 µg/m³ já são classificados como “péssimos” em relação à qualidade do ar. Em uma medição realizada às 22h da quinta-feira, 8 de outubro, foi registrado um pico alarmante de 200,0 µg/m³.

Essas informações foram disponibilizadas pela Defesa Civil de Manaus, que se baseia nos dados da PurpleAir, uma empresa internacional que monitora a qualidade do ar em tempo real por meio de uma rede de sensores ao redor do mundo. Na capital amazonense, existem 10 desses sensores em operação.

O alerta emitido recomenda cuidados especiais para grupos vulneráveis, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças respiratórias. As orientações incluem aumentar a hidratação, usar máscaras PFF2, evitar a prática de exercícios físicos e acompanhar as últimas atualizações sobre a situação.

Os efeitos da poluição no organismo podem incluir tosse, falta de ar, irritação nos olhos e riscos respiratórios.

A Prefeitura de Manaus informou que está intensificando suas ações de fiscalização, prevenção e combate às queimadas urbanas, além de monitorar a qualidade do ar e oferecer assistência à população afetada.

Em resposta à situação, as aulas na rede municipal de ensino foram suspensas nesta sexta-feira, assim como as atividades presenciais nas sedes administrativas do Executivo Municipal. No entanto, serviços essenciais, como aqueles das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), continuam em operação.

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) também decidiu suspender as atividades acadêmicas e administrativas presenciais em todos os turnos, recomendando que as atividades sejam realizadas de forma remota. Essa decisão visa “resguardar a saúde da comunidade acadêmica diante do cenário de poluição atmosférica severa”.

Seguindo essa linha, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Federal do Amazonas (IFAM) também interromperam suas aulas e atividades acadêmicas nas unidades da capital, optando por realizar as atividades administrativas de forma remota.

Pesquisadores da UEA têm monitorado a qualidade do ar e apontam que, nos últimos dias, os níveis de poluição no estado têm sido extremamente elevados. Os dados podem ser acessados através da plataforma Selva (Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental).

Desde quarta-feira, 7 de outubro, as medições têm demonstrado, com frequência, concentrações de material particulado fino acima de 100 µg/m³. O ponto mais crítico até agora foi registrado às 2h da madrugada de hoje, com 344,5 µg/m³.

Na escala oficial do Índice de Qualidade do Ar (IQAr), utilizada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), a poluição por material particulado fino é classificada em cinco níveis principais.

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