Mães Ambulantes Pedem Apoio Durante o Carnaval de 2026
Espaço da prefeitura funciona apenas durante os desfiles à noite. Trabalhadoras querem ampliar o horário para atender as mães que trabalham durante o dia.
© Fernando Frazão/Agência Brasil
No calor do carnaval carioca, ter uma bebida gelada é um alívio. Os ambulantes, que vendem essas bebidas, enfrentam desafios diários. Muitas vezes, eles precisam levar seus filhos, já que as escolas estão fechadas e não há cuidadores disponíveis. Taís Aparecida Epifânio Lopes, moradora da favela do Arará, relata que leva sua filha de 4 anos enquanto vende bebidas nos blocos. Para ela, o carnaval é uma oportunidade vital de renda. "Se eu não fizer isso, a gente não come nem bebe", afirma Taís.
Lílian Conceição Santos, também de 34 anos, mantém seus filhos por perto enquanto vende biscoitos e bebidas. Ela destaca a importância do carnaval para suas finanças, mesmo enfrentando condições precárias, como a falta de banheiros adequados.
O carnaval deste ano promete movimentar R$ 5,8 bilhões na economia do Rio, sendo crucial para os ambulantes. O Movimento de Mulheres Ambulantes Elas por Elas Providência pede apoio do governo para criar espaços de convivência para crianças e mães.
Neste ano, em parceria com o Tribunal Regional do Trabalho, a prefeitura disponibilizou um espaço para crianças de 4 a 12 anos, onde elas podem participar de atividades lúdicas enquanto os pais trabalham. Taís descreveu a experiência como um alívio, destacando que sua filha se divertiu e teve acesso a uma cama e refeições, algo que não é possível nas ruas.